A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Reino Oculto, voltada a um grupo suspeito de atuar no tráfico de armas e drogas e na lavagem de dinheiro. A ação teve apoio do Ministério Público da Bahia.
Segundo a Polícia Civil, a operação prendeu 23 pessoas. Uma atualização publicada pelo portal CN1/Camaçari Notícias, no entanto, apontou 32 prisões e a apreensão de mais de R$ 80 mil em espécie, números que ainda não constam no balanço oficial divulgado inicialmente pela corporação.
Mandados foram cumpridos em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Juazeiro e Senhor do Bonfim, na Bahia, além de cidades em São Paulo, Sergipe e Espírito Santo. O portal Bahia Notícias descreveu a abrangência como 23 bairros de Salvador e da Região Metropolitana, dois municípios do interior baiano e seis cidades nos três estados parceiros, sem detalhar todos os nomes.
De acordo com a Polícia Civil, nove mandados de prisão foram cumpridos dentro do sistema prisional: sete em um presídio de Salvador e dois em unidades de São Paulo e Sergipe. Esses números não foram confirmados pelas demais reportagens consultadas.
O CN1/Camaçari Notícias informou ainda a prisão de uma mulher de 42 anos em Vila de Abrantes, distrito de Camaçari. Ela é apontada como responsável pelo transporte de drogas entre estados por meio de uma empresa de encomendas, escondendo o material em falsas remessas e, em alguns casos, dentro de eletrodomésticos.
As investigações começaram em março deste ano e apontaram que o grupo movimentou mais de R$ 4 milhões. Segundo a Polícia Civil, a estrutura era dividida em núcleos de liderança, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e comercialização de drogas e armas.
As drogas eram enviadas para Sergipe, Espírito Santo e São Paulo. O grupo também é investigado por comercializar armas e munições de calibre 5,56, transportadas por meio de uma empresa de fachada, segundo a apuração policial.
A megaoperação mobilizou mais de 250 policiais civis, com apoio das corporações de São Paulo, Sergipe e Espírito Santo. A ação contou ainda com o suporte do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Ministério Público da Bahia, segundo a Polícia Civil e o Bahia Notícias.
Não há, nas fontes consultadas, registro da Operação Reino Oculto em Paulo Afonso ou em municípios vizinhos.







