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Polícia

Conhecido como “Dedel” e “Vrau Nelas”: veja quem é o namorado da delegada acusada de advogar para o PCC

Jardel Neto Pereira da Cruz, vulgo Dedel, tem histórico de prisões por tráfico e é responsável pela expansão do PCC no Norte do Brasil.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de janeiro, 2026 · 12:20 3 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

O companheiro da delegada de polícia Layla Lima Ayub, presa nesta sexta-feira (16), é apontado pelas investigações como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte do país. Trata-se de Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel” e "Vrau Nelas", de 29 anos, investigado por envolvimento com a facção criminosa e por descumprimento de medidas judiciais.

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Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Dedel já havia sido preso em 2021, quando foi identificado como um dos responsáveis pela tentativa de expansão do PCC no Norte do Brasil, região historicamente marcada pela atuação do Comando Vermelho. Em 2023, ele voltou a ser preso após fugir do regime semiaberto. Nesta sexta-feira (16), foi detido pela terceira vez, novamente por violar condições impostas pela Justiça.

De acordo com a promotoria, Jardel deixou a cidade de Marabá (PA) sem autorização judicial, o que caracteriza descumprimento da liberdade condicional que usufruía à época. Durante o monitoramento, investigadores identificaram, a partir de publicações em redes sociais, que ele planejava se mudar definitivamente para São Paulo, onde passaria a morar com a companheira, a delegada Layla Ayub.

Prisão do casal e suspeita de lavagem de dinheiro

O casal foi preso em conjunto em uma pensão onde residia. As investigações também apontam que os dois estavam em fase final de negociação para adquirir uma padaria na zona leste de São Paulo, empreendimento que, segundo as autoridades, poderia ser utilizado para lavagem de dinheiro proveniente de atividades do PCC.

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Layla Lima Ayub havia tomado posse como delegada de polícia em 19 de dezembro de 2025 e, desde então, frequentava a Academia de Polícia (Acadepol) como aluna em formação. Conforme apurado, no dia da formatura, ela teria levado o companheiro, já investigado por integrar a facção criminosa, ao evento oficial.

No pedido de prisão, a conduta foi classificada como “audaciosa” pelas autoridades, especialmente porque Dedel estaria descumprindo medidas judiciais enquanto mantinha convivência próxima com a delegada recém-empossada.

Atuação como advogada após a posse

Outro ponto destacado na investigação ocorreu em 28 de dezembro, quando Layla Ayub, mesmo já empossada como delegada, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho durante uma audiência de custódia no Pará. Os detentos respondiam por crimes de tráfico de drogas e associação criminosa.

A delegada é acusada de integrar o PCC, mantendo proximidade com lideranças da facção na região Norte, além de auxiliar na lavagem de capitais da organização criminosa. Ela e o companheiro tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período, conforme a legislação.

Operação Serpens

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o Gaeco do Pará.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Além disso, a Justiça expediu dois mandados de prisão temporária, um contra a delegada e outro contra o integrante do PCC que estava em liberdade condicional.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do envolvimento dos suspeitos com a organização criminosa e possíveis ramificações do esquema.

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Imagem: Reprodução/Redes sociais
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