Um ônibus de turismo que circulava pela BR-116, na altura de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, foi parado por policiais e flagrado com uma carga ilegal de mais de 60 celulares e 50 ampolas do medicamento tirzepatida, conhecido por ser o princípio ativo do remédio Mounjaro. A apreensão revelou produtos sem nota fiscal e sem permissão para entrar no país, com valor de mercado estimado em mais de R$ 500 mil, caso fossem vendidos legalmente.
A maioria dos celulares encontrados eram modelos iPhone, muito procurados no mercado, mas que estavam sem a documentação fiscal necessária. Já os medicamentos chamam a atenção: a tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, um remédio recente e bastante comentado, usado para tratar diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para auxiliar na perda de peso. A venda e distribuição desses produtos no Brasil exigem registro e controle rigorosos, justamente para garantir a segurança e a saúde de quem os utiliza.
A Polícia Civil da Bahia, responsável pela ação, detalhou que os medicamentos apreendidos eram de origem estrangeira e não tinham a autorização necessária para entrar no país. Essa situação caracteriza contrabando e pode configurar um crime grave contra a saúde pública. Quando remédios são trazidos para o Brasil sem o controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há como saber sua procedência, se são falsificados, se estão armazenados corretamente ou se realmente contêm o que prometem, colocando em risco a vida das pessoas.
A polícia reforça que a comercialização de produtos sem a devida documentação, como é o caso dos iPhones sem nota fiscal, contribui para a sonegação de impostos e fomenta o mercado ilegal, onde a origem dos bens muitas vezes é duvidosa. No caso dos medicamentos, o perigo é ainda maior, pois afeta diretamente a saúde das pessoas. Remédios que entram no país sem fiscalização podem ser adulterados, ter dosagens incorretas ou até mesmo serem apenas placebos, colocando em risco a eficácia do tratamento e a vida dos pacientes.
Os motoristas do ônibus, que haviam sido liberados após prestarem depoimento, contaram à polícia que a carga ilegal foi deixada por dois passageiros na cidade de São Paulo. O destino final dos itens seria o município de Alagoinhas, também na Bahia. Toda a mercadoria apreendida será agora encaminhada à delegacia da Receita Federal em Vitória da Conquista. Lá, será aberto um inquérito para investigar a fundo o caso e identificar os responsáveis por essa tentativa de comércio ilegal.







