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Caso Flávia Barros: defesa de Tiago Sóstenes nega ter levantado versão de tentativa de suicídio

Equipe de defesa questiona perícias não juntadas ao processo e nega que tenha levantado versão de tentativa de suicídio

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de maio, 2026 · 10:12 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Cidade Alerta
Imagem: Reprodução/Cidade Alerta

A defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos se pronunciou nesta quarta-feira (27) para rebater informações divulgadas pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) na coletiva de imprensa realizada na véspera. Em entrevista à TV Atalaia, a advogada Priscila Mendes, acompanhada de outras duas colegas, contestou pontos da denúncia por feminicídio da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, morta a tiros em um hotel de Aracaju no dia 22 de março.

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Um dos principais questionamentos diz respeito ao número de celulares apreendidos na cena do crime. Segundo a advogada, cinco aparelhos foram encontrados no local, mas a defesa só teve acesso ao conteúdo extraído de dois deles. A equipe também apontou a ausência, até o momento, de um laudo papiloscópico produzido na investigação. "A defesa vai requerer isso", afirmou Priscila Mendes, acrescentando que buscará garantir ao cliente todos os direitos previstos para qualquer réu em um processo criminal desta natureza.

Outro ponto de embate foi a questão das visitas ao acusado durante o período em que ele esteve internado no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE). A advogada afirmou que a defesa solicitou, formalmente, ao hospital informações sobre quem acessou Tiago como visitante, e esclareceu que os únicos contatos foram com as próprias advogadas, no exercício regular da prerrogativa profissional.

A defesa também reagiu à afirmação do MPSE de que a versão da tentativa de suicídio teria "caído por terra". Para Priscila Mendes, essa narrativa nunca partiu da defesa ou do próprio acusado. "Nunca foi falado nesse sentido, se aconteceu tentativa de suicídio ou não. Essa acusação foi feita pelo próprio órgão ministerial e a mídia. Não foi a gente. Não foi Tiago", disse a advogada.

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Na coletiva, as promotoras do MPSE informaram que os laudos técnicos indicam que Tiago foi atingido superficialmente na cabeça por projéteis que ricochetearam dentro do quarto, descartando a hipótese de autolesão intencional. O MPSE denunciou Tiago por feminicídio consumado, com pedido de julgamento pelo júri popular, e dois agravantes: uso de arma de fogo de uso restrito e ação de surpresa contra a vítima durante o repouso noturno.

Tiago Sóstenes segue preso preventivamente no Presídio Militar (Presmil), em Aracaju, e permaneceu em silêncio desde o início das investigações.

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