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Polícia

Caseiro suspeito de matar a enteada deixou carta revelando que tinha ciúmes da vítima: “Até tentei ficar de boa”

Polícia busca padrasto suspeito da morte de Thaís Lorrany em Cássia dos Coqueiros (SP). Carta achada no local cita ciúmes, mas família nega relação.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de fevereiro, 2026 · 12:30 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/G1
Imagem: Reprodução/G1

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar o homicídio de Thaís Lorrany Soares Sales, de 21 anos, encontrada morta na manhã da última segunda-feira (16) em um sítio na zona rural de Cássia dos Coqueiros (SP). O principal suspeito do crime é o padrasto da vítima, o caseiro João José Romão, de 44 anos, que não havia sido localizado pelas autoridades até o fechamento desta reportagem.

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O caso ganhou novos desdobramentos após a Polícia Militar encontrar, na residência onde o crime ocorreu, uma carta supostamente escrita pelo suspeito. O documento aponta o ciúme como a motivação central para o ato violento.

No texto apreendido pelas autoridades, o autor — identificado pela investigação como sendo Romão — alega que mantinha um relacionamento amoroso com a enteada e demonstrava insatisfação com a recusa da jovem em prosseguir com a suposta relação.

A carta descreve um cenário de possessividade. "Até tentei ficar de boa por um tempo, mas voltei a procurar novamente e a partir daí começou os nossos problemas, porque eu sentia muito ciúmes dela", diz um trecho do manuscrito. O texto também confirma que o autor impunha restrições à liberdade de Thaís, proibindo-a de sair de casa, o que gerava conflitos frequentes.

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Em tom confessional, o autor da carta afirma que a situação fez dele "uma pessoa diferente, boa e ao mesmo tempo ruim" e encerra o texto declarando que não pediria perdão a ninguém pelo que fez.

Família contesta versão do suspeito

A família de Thaís Lorrany refuta a alegação de que existia um relacionamento amoroso consensual entre a vítima e o padrasto. Caique Altair da Silva, irmão da jovem, confirmou às autoridades o comportamento controlador de João José Romão, mas negou a veracidade do conteúdo romântico da carta.

"Ele enciumava ela bastante, tipo, ela não podia sair, só que o bilhete que ele deixou não tem nada a ver. Ele falou isso, mas nada disso aconteceu, porque, se tivesse acontecido, ela contava tudo ou pra mim ou para as amigas dela. Ela não escondia nada de ninguém", afirmou Caique.

Para a família, o ciúme mencionado era unilateral e parte de uma conduta abusiva por parte do caseiro, sem reciprocidade afetiva da vítima.

A cena do crime e investigação

O corpo de Thaís foi descoberto por familiares que, preocupados com a falta de notícias, foram até o sítio e precisaram arrombar uma das portas do imóvel, que se encontrava trancada.

De acordo com a Polícia Militar, a jovem apresentava ferimentos causados por arma de fogo nos braços e na cabeça. A análise preliminar da perícia indica que os disparos foram efetuados por um revólver, possivelmente de calibre 38.

A Polícia Técnico-Científica realizou a perícia no local para coletar evidências que auxiliem na confirmação da autoria e na dinâmica do crime. A Polícia Civil segue em diligências para localizar João José Romão e apurar as circunstâncias exatas do homicídio.

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Imagem: Reprodução/G1
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