Um brasileiro, identificado como Miller Pacheco, ligou para um amigo no Brasil e confessou ter matado sua ex-namorada, Bruna Fonseca, nas primeiras horas do Ano Novo de 2023. A chocante revelação foi apresentada pela promotoria durante uma sessão do tribunal do júri, que acontece nesta terça-feira, na Irlanda, país onde o crime brutal aconteceu.
De acordo com o Ministério Público irlandês, a confissão veio em uma ligação telefônica feita logo após o assassinato, no dia 1º de janeiro. Na conversa com o amigo, que mora no Brasil, Pacheco teria dito claramente:
"Eu matei a Bruna". Não bastasse a ligação, o acusado ainda teria enviado um vídeo ao mesmo amigo, mostrando o corpo da vítima. Essa gravação, com as imagens perturbadoras, foi mais tarde encaminhada a Marcella Fonseca, prima de Bruna, que também estava na Irlanda na época, segundo informações do jornal Irish Examiner.
O promotor Bernard Condon explicou aos jurados que, no momento do crime, o relacionamento entre Miller e Bruna já havia terminado. A jovem estava inclusive se envolvendo com um estudante argentino. Apesar do fim do namoro, os dois ainda mantinham um contato frequente, o que levanta questões sobre a dinâmica da relação entre eles nos dias que antecederam a tragédia.
Ciúmes teriam motivado o crime, diz acusação
A acusação aponta que os ciúmes podem ter sido um fator crucial para o desfecho trágico. Entre os dias 17 e 19 de dezembro, poucos dias antes do Ano Novo, Miller Pacheco teria enviado impressionantes 120 mensagens de texto para Bruna Fonseca. Em uma festa de Natal, ele foi visto observando a ex-namorada "de forma fixa", uma atitude que chamou a atenção. Uma testemunha que depôs no julgamento descreveu o acusado como "muito ciumento", reforçando a tese da promotoria sobre a motivação.
Na noite da virada de ano, tanto Bruna quanto Miller estiveram na mesma festa de Réveillon. Por volta das 3h da madrugada, os dois seguiram para um apartamento alugado por ele, localizado na Liberty Street, na cidade de Cork, na Irlanda. O objetivo seria fazer uma videochamada para ver o cachorro que o casal tinha em comum e que estava no Brasil. No entanto, pouco tempo depois que chegaram ao imóvel, moradores da região relataram ter ouvido gritos vindos de dentro do apartamento, um sinal sinistro do que aconteceria a seguir.
O julgamento de Miller Pacheco continua em andamento na Justiça irlandesa, buscando desvendar todos os detalhes e responsabilidades por este crime que ceifou a vida de Bruna Fonseca de forma tão cruel e inesperada.







