A Polícia Civil da Bahia prendeu preventivamente nesta quarta-feira (10) um homem de 19 anos acusado pelo feminicídio de Rhianna Alves. O crime que chocou a população aconteceu no último sábado (6) em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) confirmou a prisão, que representa um passo importante na investigação.
O suspeito, que trabalha como motorista por aplicativo e não teve o nome divulgado, foi localizado e detido na cidade de Serrinha, na Bahia. A prisão aconteceu depois que a Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães concluiu o inquérito policial, indiciando o jovem pelo assassinato da vítima.
Detalhes do crime e a confissão
Segundo as investigações, a jovem Rhianna foi morta após ser atingida por um golpe conhecido como "mata-leão". Esse golpe é perigoso, pois pode provocar o deslocamento do pescoço ou asfixia, levando a vítima à perda de consciência ou até mesmo à morte. No caso de Rhianna, o golpe foi fatal.
Um dos pontos mais chocantes do caso é que o próprio acusado dirigiu até a delegacia levando o corpo da jovem e, lá, confessou o crime. Ele alegou que o feminicídio ocorreu durante um desentendimento que escalou para uma briga corporal. A Polícia Civil informou que essa confissão foi somada aos laudos periciais e a outros depoimentos, criando um conjunto de provas robustas.
Mesmo com a legislação permitindo que ele pudesse responder ao processo em liberdade, por ter se apresentado espontaneamente, os elementos coletados foram fortes o suficiente para a Justiça decretar a prisão preventiva.
A importância da prisão, segundo autoridades
"Priorizamos robustecer o procedimento, com a finalidade de garantir a retirada do acusado do convívio social, tendo em vista que complementam os primeiros fatos e informações coletados no início da ocorrência", explicou o delegado Joaquim Rodrigues de Oliveira, responsável pelo caso na Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães. Ele ressaltou a importância de reunir provas consistentes para sustentar o pedido de prisão.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, também se manifestou sobre a prisão. Para ele, a detenção do acusado é um momento crucial para garantir que as investigações sigam de forma transparente e rápida.
"A prisão do responsável pela morte de Rhianna é um passo fundamental para que as investigações ocorram de forma célere e transparente. Atuaremos para que a Polícia Civil e o Ministério Público apresentem à Justiça as provas necessárias para que o caso seja julgado de maneira técnica e dentro dos parâmetros legais", afirmou Freitas, destacando o compromisso com a justiça.
O homem acusado pelo feminicídio de Rhianna Alves permanece preso e está à disposição do Poder Judiciário para as próximas etapas do processo. As autoridades continuam trabalhando para que todos os detalhes sejam esclarecidos e a justiça seja feita.







