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Polícia

Casal é preso na Bahia em operação contra rede de abortos clandestinos

Um casal foi preso em Irecê, na Bahia, durante a Operação Aurora, que investiga uma rede interestadual de tráfico de medicamentos para abortos clandestinos.

Redação ChicoSabeTudo
10 de dezembro, 2025 · 20:22 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um casal foi preso na última segunda-feira (8) em Irecê, na Bahia, durante uma ação da Operação Aurora. A polícia investiga uma grande rede criminosa que atua em vários estados, envolvida no tráfico de medicamentos controlados para abortos clandestinos e na oferta de orientações remotas para a prática, colocando a vida de muitas mulheres em risco.

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A prisão do homem, de 23 anos, e da mulher, de 26, aconteceu no bairro Boa Vista, em Irecê. Eles foram pegos em flagrante por tráfico de drogas e posse de armas, incluindo algumas de uso proibido. No local, os policiais encontraram e apreenderam diversas armas, munições, drogas, celulares e anotações que indicam a participação do casal no esquema criminoso. Todo o material recolhido será analisado pela perícia.

Como a Operação Aurora Começou

A investigação que deu origem à Operação Aurora teve início depois de um caso preocupante. No dia 2 de abril, em Guaíba, no Rio Grande do Sul, uma mulher precisou de atendimento médico urgente. Ela sentia fortes dores e, ao ser socorrida, acabou expelindo dois fetos.

A mulher contou à polícia que havia comprado o medicamento misoprostol pela internet e recebido instruções à distância para realizar o aborto. No entanto, durante o procedimento, ela ficou sem nenhum tipo de suporte ou retorno, o que piorou muito seu estado de saúde, quase a levando à morte.

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Foi a partir desse relato alarmante que a polícia começou a desvendar a atuação de administradores do grupo. Rapidamente, as autoridades identificaram que essa rede criminosa tinha ramificações em diversos estados do Brasil, demonstrando a complexidade e o alcance do esquema. Os estados envolvidos incluem Paraíba, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A operação nacional visa desarticular completamente essa rede que não só vende ilegalmente medicamentos perigosos, mas também manipula e põe em perigo a saúde de mulheres que, muitas vezes desesperadas, buscam soluções em canais clandestinos.

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