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Uma década de trilhos: como o Metrô Bahia transformou Salvador em 12 anos de operação

Com 400 mil passageiros por dia útil, impacto econômico de R$ 11 bilhões e expansão até o Campo Grande em vista, o sistema metroviário vai além do transporte e redesenha a vida urbana na capital baiana.

Redação ChicoSabeTudo
24 de junho, 2026 · 12:12 3 min de leitura
Trem do Metrô Bahia em movimento nas estações de Salvador
Trem do Metrô Bahia em movimento nas estações de Salvador

Desde que entrou em operação em 11 de junho de 2014, o Metrô Bahia deixou de ser apenas um modal de transporte para se tornar parte da rotina e da identidade urbana de Salvador e Lauro de Freitas. Ao completar 12 anos, o sistema acumula conquistas que vão muito além dos trilhos.

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Atualmente, o sistema conta com 38 quilômetros de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, atendendo diariamente mais de 400 mil passageiros. Para quem mora em uma cidade historicamente marcada por deslocamentos longos e desiguais, esse número representa algo concreto: tempo recuperado, dinheiro economizado e acesso a trabalho, estudo e saúde.

Em 2025, o metrô registrou seu melhor ano desde a inauguração. O sistema transportou 117,5 milhões de passageiros — número equivalente a 47 vezes a população de Salvador. O recorde diário também foi batido: o maior fluxo foi registrado em 7 de maio, quando 439 mil pessoas utilizaram o sistema por causa da partida entre Bahia e Nacional do Uruguai, na Arena Fonte Nova.

O metrô também provou seu valor nos grandes eventos. Ao longo de 2025, o sistema atuou em esquemas especiais durante 80 eventos — entre jogos, shows, festas populares e festivais culturais — transportando cerca de 804 mil passageiros, público equivalente a 16 Arenas Fonte Nova com lotação máxima. No São João de 2025, o metrô transportou mais de 1,3 milhão de passageiros durante os festejos juninos.

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O impacto não se limita à mobilidade. Dados divulgados pela concessionária apontam que o sistema já gerou mais de R$ 11 bilhões em impacto econômico para a Bahia, além de manter milhares de empregos diretos e indiretos ligados à sua operação. Desde a inauguração, em 2014, o modal já transportou mais de 730 milhões de passageiros, somando mais de 2,3 milhões de viagens realizadas.

A segurança é outro ponto que diferencia o metrô de Salvador no cenário urbano baiano. Segundo informações divulgadas pela direção do Metrô Bahia, o sistema conta com mais de duas mil câmeras distribuídas entre estações, trens e terminais, monitoramento contínuo por um Centro de Controle Operacional e uso de drones para inspeção de vias. Em uma capital com desafios históricos na área de segurança pública, o metrô se consolidou como um ambiente percebido pelos usuários como organizado e previsível.

O futuro do sistema já está sendo construído. Com investimento estimado em R$ 1,518 bilhão, via recursos do Novo PAC, a nova etapa do metrô ligará a Estação da Lapa à futura Estação Campo Grande, considerada estratégica por sua localização próxima ao Teatro Castro Alves, museus e ao circuito oficial do Carnaval. O projeto prevê que a nova parada será construída a 55 metros de profundidade, tornando-se a quinta mais profunda do Brasil.

De acordo com o governo estadual, o conjunto de obras estruturantes em Salvador — que inclui também o VLT — projeta a capital como uma das cidades com maior extensão ferroviária do país, atingindo aproximadamente 80 quilômetros de trilhos ao fim das intervenções. Mais do que expansão física, trata-se de densificar conexões e tornar a cidade mais acessível para quem depende do transporte público todos os dias.

Doze anos de operação confirmam que o Metrô Bahia não apenas encurtou distâncias geográficas, mas reduziu distâncias sociais. No vai e vem diário dos trens, o sistema segue cumprindo um papel que vai além do transporte: o de fazer a cidade funcionar melhor para quem mais precisa.

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