Desde que entrou em operação em 11 de junho de 2014, o Metrô Bahia deixou de ser apenas um modal de transporte para se tornar parte da rotina e da identidade urbana de Salvador e Lauro de Freitas. Ao completar 12 anos, o sistema acumula conquistas que vão muito além dos trilhos.
Atualmente, o sistema conta com 38 quilômetros de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, atendendo diariamente mais de 400 mil passageiros. Para quem mora em uma cidade historicamente marcada por deslocamentos longos e desiguais, esse número representa algo concreto: tempo recuperado, dinheiro economizado e acesso a trabalho, estudo e saúde.
Em 2025, o metrô registrou seu melhor ano desde a inauguração. O sistema transportou 117,5 milhões de passageiros — número equivalente a 47 vezes a população de Salvador. O recorde diário também foi batido: o maior fluxo foi registrado em 7 de maio, quando 439 mil pessoas utilizaram o sistema por causa da partida entre Bahia e Nacional do Uruguai, na Arena Fonte Nova.
O metrô também provou seu valor nos grandes eventos. Ao longo de 2025, o sistema atuou em esquemas especiais durante 80 eventos — entre jogos, shows, festas populares e festivais culturais — transportando cerca de 804 mil passageiros, público equivalente a 16 Arenas Fonte Nova com lotação máxima. No São João de 2025, o metrô transportou mais de 1,3 milhão de passageiros durante os festejos juninos.
O impacto não se limita à mobilidade. Dados divulgados pela concessionária apontam que o sistema já gerou mais de R$ 11 bilhões em impacto econômico para a Bahia, além de manter milhares de empregos diretos e indiretos ligados à sua operação. Desde a inauguração, em 2014, o modal já transportou mais de 730 milhões de passageiros, somando mais de 2,3 milhões de viagens realizadas.
A segurança é outro ponto que diferencia o metrô de Salvador no cenário urbano baiano. Segundo informações divulgadas pela direção do Metrô Bahia, o sistema conta com mais de duas mil câmeras distribuídas entre estações, trens e terminais, monitoramento contínuo por um Centro de Controle Operacional e uso de drones para inspeção de vias. Em uma capital com desafios históricos na área de segurança pública, o metrô se consolidou como um ambiente percebido pelos usuários como organizado e previsível.
O futuro do sistema já está sendo construído. Com investimento estimado em R$ 1,518 bilhão, via recursos do Novo PAC, a nova etapa do metrô ligará a Estação da Lapa à futura Estação Campo Grande, considerada estratégica por sua localização próxima ao Teatro Castro Alves, museus e ao circuito oficial do Carnaval. O projeto prevê que a nova parada será construída a 55 metros de profundidade, tornando-se a quinta mais profunda do Brasil.
De acordo com o governo estadual, o conjunto de obras estruturantes em Salvador — que inclui também o VLT — projeta a capital como uma das cidades com maior extensão ferroviária do país, atingindo aproximadamente 80 quilômetros de trilhos ao fim das intervenções. Mais do que expansão física, trata-se de densificar conexões e tornar a cidade mais acessível para quem depende do transporte público todos os dias.
Doze anos de operação confirmam que o Metrô Bahia não apenas encurtou distâncias geográficas, mas reduziu distâncias sociais. No vai e vem diário dos trens, o sistema segue cumprindo um papel que vai além do transporte: o de fazer a cidade funcionar melhor para quem mais precisa.







