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Municipios

TCM apura denúncia contra licitação de tecnologia em Lauro de Freitas

TCM apura irregularidades em licitação de tecnologia da prefeitura de Lauro de Freitas, na Bahia, citando exigências restritivas. Gestão diz que suspendeu o pregão antes de ser notificada.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
29 de janeiro, 2026 · 18:28 2 min de leitura
Foto: Tiago Pacheco
Foto: Tiago Pacheco

A prefeitura de Lauro de Freitas, na Bahia, está sob os olhares atentos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). Uma denúncia protocolada na Corte de Contas desde o dia 22 de janeiro apura supostas irregularidades em um pregão eletrônico, que é uma forma de licitação pública para contratar serviços de tecnologia. O processo envolve a gestão da prefeita Débora Régis (União).

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No centro da questão estão as exigências feitas no edital do pregão. A denúncia aponta que elas seriam "restritivas e direcionadoras", o que na prática, poderia limitar a competição e favorecer certas empresas. Entre os pontos mais específicos questionados estão a imposição de que a empresa contratada fabrique o próprio BIOS – um software essencial para o funcionamento do computador – e a placa-mãe. Também foram citadas a demanda por certificações internacionais muito específicas, a proibição de que empresas se unissem em consórcios para participar e a exigência de usar apenas insumos originais.

Além das questões técnicas sobre componentes e certificações, o certame também teria imposto condições operacionais rigorosas. Um dos exemplos é a necessidade de a empresa vencedora instalar um escritório na cidade em um prazo curtíssimo, de até 48 horas, após a contratação. Todos esses detalhes técnicos e operacionais são agora analisados pelo conselheiro Paulo Rangel, que é o relator do processo no TCM.

O que diz a Prefeitura de Lauro de Freitas?

A Prefeitura de Lauro de Freitas se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo sua posição sobre a denúncia. O Executivo municipal afirmou que o pregão eletrônico já havia sido suspenso pela Comissão Permanente de Licitações (Copel) da prefeitura. A suspensão, segundo a nota, ocorreu devido a uma recomendação do próprio setor de Tecnologia e Informação (TI) da gestão, que sugeriu a inclusão de novos itens na qualificação técnica das empresas participantes.

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Um ponto que a prefeitura fez questão de destacar é o cronograma dos acontecimentos. A nota ressaltou que a suspensão do certame foi realizada antes da notificação oficial do Tribunal de Contas do Município (TCM), que foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM). Isso sugere que a decisão de pausar o pregão partiu de uma iniciativa interna da administração.

Por fim, a prefeitura informou que o conteúdo completo da denúncia está sendo cuidadosamente apurado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM). A expectativa é que, após essa análise interna, a PGM se manifeste formalmente sobre todos os pontos levantados na denúncia, trazendo mais clareza ao processo.

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