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Preocupação com lixo no Brasil varia com renda e educação

Pesquisa da Nexus e Sindplast revela que brasileiros com maior renda e escolaridade se preocupam mais com a destinação do lixo, mas barreiras como a falta de coleta seletiva ainda persistem.

Redação ChicoSabeTudo
09 de fevereiro, 2026 · 20:43 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A forma como os brasileiros veem a questão do lixo está diretamente ligada à sua condição financeira e ao nível de estudo. Uma pesquisa recente da Nexus, feita junto com o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindplast), trouxe à tona dados interessantes sobre esses hábitos e percepções.

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O estudo, batizado de “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, revelou que nem todos os cidadãos encaram o problema dos resíduos da mesma maneira. Para se ter uma ideia, a destinação inadequada do lixo preocupa 30% dos brasileiros que ganham acima de cinco salários mínimos, colocando-a entre os principais desafios ambientais do país.

Por outro lado, quando olhamos para a faixa de renda mais baixa, entre um e dois salários mínimos, essa preocupação cai bastante, chegando a apenas 14%. Na média geral de todos os entrevistados, 22% consideram o lixo um dos maiores problemas para o meio ambiente.

Educação também faz a diferença na percepção

A pesquisa mostrou que o nível de escolaridade também molda essa preocupação. Entre as pessoas que têm ensino superior, uma em cada quatro delas enxerga o lixo como um dos grandes “vilões” ambientais. Já entre aqueles que possuem apenas o ensino fundamental, esse número é menor: um em cada cinco.

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Mesmo com a preocupação em mente, nem todo mundo consegue colocar a separação do lixo em prática. Dos que dizem se importar com o tema, 76% afirmam separar seus resíduos para reciclagem sempre ou na maioria das vezes. Contudo, 23% admitem que fazem isso raramente ou nunca.

Quais são os principais obstáculos para reciclar?

Quando questionados sobre o que dificulta a reciclagem, os brasileiros apontaram algumas barreiras importantes:

  • Falta de coleta seletiva: Esse é o maior problema, citado por 35% dos entrevistados.
  • Falta de hábito ou esquecimento: Aparece em segundo lugar, com 29% das menções.
  • Falta de informação: Também com 29%, mostrando que muita gente ainda não sabe como ou por que reciclar.

Apesar dos desafios, a pesquisa também revelou quais materiais são mais frequentemente separados para reciclagem pelos brasileiros. O plástico e as garrafas PET lideram, com 90% dos entrevistados dizendo que os separam. Em seguida, aparece o alumínio, com 73% das menções. Papel, papelão e vidro ficam empatados, sendo separados por 68% das pessoas.

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Para chegar a esses resultados, o levantamento ouviu 2.009 pessoas por telefone em todas as 27 unidades da federação. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

Os dados reforçam a necessidade de ações que considerem as diferentes realidades sociais e educacionais do país para promover uma gestão de resíduos mais eficiente e sustentável.

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