Localizada a 1.280 metros de altitude, a cidade de Piatã, na Chapada Diamantina, surpreende quem busca refúgio do calor baiano. No inverno, os termômetros do município chegam a marcar 1°C, transformando a rotina dos moradores com o uso de lareiras e neblina constante nas serras.
Além de ser o ponto urbano mais alto de todo o Nordeste, Piatã consolidou-se como a capital dos cafés especiais. O grão produzido na região já venceu quatro vezes o Cup of Excellence, prêmio considerado o Oscar do setor, superando grandes produtores nacionais com notas altíssimas de qualidade.
O segredo do sucesso está justamente no clima frio e na altitude elevada. Essas condições fazem com que o fruto do café amadureça mais devagar, concentrando mais açúcar e aromas que lembram mel e frutas vermelhas. Em 2024, o café de Piatã se tornou o primeiro produto da Bahia a receber o selo de indicação geográfica com denominação de origem.
A história da cidade começou ainda no século XVII com a exploração de ouro. Quando as minas secaram, os moradores perceberam que o solo fértil e as temperaturas baixas eram ideais para a agricultura. Hoje, o turismo também movimenta a economia local, impulsionado pelas paisagens naturais.
Para quem gosta de aventura, Piatã oferece trilhas desafiadoras como a da Serra do Navio e a subida à Capelinha do Senhor do Bonfim, na Serra da Santana. A região também abriga pinturas rupestres com cerca de 7 mil anos e cachoeiras famosas, como a do Patrício e a do Cochó.
A viagem saindo de Salvador dura cerca de 8 horas de carro, percorrendo 558 km pelas BRs 324 e 242. O período mais procurado pelos visitantes é entre os meses de junho e julho, quando o frio é mais intenso e o céu permanece limpo para contemplação das montanhas.







