Mais de 70% das mulheres brasileiras já sofreram violência psicológica no ambiente de trabalho. Uma pesquisa recente mostra que comentários machistas, interrupções constantes em reuniões e questionamentos sobre sua capacidade são situações comuns na rotina profissional delas.
Os absurdos chegam a pontos extremos. Um dos relatos colhidos no estudo foi de uma profissional que, ao ser promovida, ouviu de seu coordenador que ela deveria primeiro consultar o marido antes de aceitar o novo cargo.
Essa realidade hostil se reflete nas oportunidades. Apenas 5,6% das mulheres entrevistadas ocupam cargos de diretoria ou alta liderança. O estudo também aponta que a maternidade ainda é um obstáculo, com relatos de mulheres que foram deixadas de lado em promoções por terem filhos.
Diante desse cenário, não é surpresa que a independência financeira seja o principal objetivo para 37,3% das mulheres. Ter o próprio dinheiro é visto como a principal ferramenta para garantir poder de decisão e liberdade de escolha.
A busca pela grana própria fica à frente até mesmo dos cuidados com a saúde física e mental, que foi a prioridade para 31% das entrevistadas. A realização profissional também foi citada, enquanto ter um relacionamento amoroso foi a meta de menos de 10% delas.
Os dados são da pesquisa "Mulheres e Mercado de Trabalho", realizada pela Consultoria Maya com 180 mulheres de diferentes idades e perfis, e foram divulgados pela Agência Brasil.







