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MPF Investiga Obra Abandonada em Zona Rural de Baianópolis, na Bahia

O MPF abriu inquérito para investigar a paralisação e abandono de uma obra de pátio multiuso em Cocal, Baianópolis, na Bahia, financiada com emenda parlamentar. Codevasf e Tencol Engenharia são alvo da apuração.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
09 de fevereiro, 2026 · 14:10 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Google Street View
Foto: Reprodução / Google Street View

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para entender por que a obra de um pátio multiuso está parada e parece abandonada na comunidade de Cocal, que fica na zona rural de Baianópolis, no oeste da Bahia. O projeto, que deveria trazer mais opções de lazer e atividades para a população local, foi financiado com dinheiro de uma emenda parlamentar do ano de 2022, proposta pelo deputado federal Arthur Oliveira Maia (União).

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Essa apuração busca descobrir se a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a empresa Tencol Engenharia Ltda. têm responsabilidade por não terem terminado a construção. A obra recebeu verbas federais e a comunidade de Cocal esperava por essa melhoria. Agora, o MPF quer saber o que aconteceu com o dinheiro público investido.

Por que o MPF entrou em campo?

A investigação começou depois que um processo inicial, que já analisava o caso, chegou ao fim do prazo. Com a necessidade de ir mais a fundo para descobrir os motivos da paralisação, o procurador da República Robert Rigobert Lucht transformou esse processo em um inquérito civil. O documento oficial do MPF aponta que a obra está com o status de "não concluída e abandonada", o que levanta muitas dúvidas sobre como o dinheiro público foi usado.

Uma emenda parlamentar é um valor que os deputados e senadores podem destinar para projetos em seus estados. Neste caso, o dinheiro deveria ter se transformado em um pátio multiuso, um espaço que geralmente serve para eventos, feiras e atividades comunitárias, essenciais para o dia a dia de comunidades rurais como Cocal.

As primeiras medidas e as perguntas do MPF

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Para começar a esclarecer a situação, o procurador Lucht determinou algumas ações importantes. A empresa Tencol Engenharia, responsável pela construção, recebeu um prazo de 30 dias para dar explicações. A construtora precisa informar:

  • Qual a situação atual da obra e quanto dela já foi feito.
  • O valor total que a Codevasf pagou à empresa, referente ao Contrato nº 2.564.00/2021.
  • Se houve devolução de algum valor que não foi usado na obra.
  • Quais os motivos para a paralisação e para o pátio multiuso não ter sido concluído.

Ao mesmo tempo, a Codevasf, que é uma autarquia federal e deveria fiscalizar o projeto, também foi notificada. Ela tem o mesmo prazo para se manifestar. A autarquia precisa detalhar o que foi feito com os recursos da emenda parlamentar e se, em alguma avaliação interna, foi encontrada a responsabilidade de servidores públicos por falhas na fiscalização ou na execução do contrato com a empreiteira. A intenção do MPF é garantir que a aplicação do dinheiro dos impostos seja transparente e que os projetos que beneficiam a população sejam realmente entregues.

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