A venda do terreno do antigo Centro de Convenções de Salvador virou uma grande confusão e vai parar na Justiça. A Câmara de Vereadores da capital anunciou que vai acionar o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para investigar o leilão organizado pelo Governo do Estado.
A decisão foi tomada depois de uma audiência pública onde vereadores, moradores e especialistas apontaram uma série de problemas. A principal queixa é a falta de transparência no processo. O governo, que é o responsável pela venda, foi convidado para dar explicações na audiência, mas não mandou ninguém.
O negócio envolve muito dinheiro e uma área nobre da orla de Salvador, no bairro Costa Azul. O lance mínimo é de R$ 141 milhões. O problema é que o terreno inclui uma área de dunas de 71 mil metros quadrados, considerada de grande importância para o meio ambiente local.
Moradores da região se dizem surpresos com o edital e temem que uma nova construção no local piore ainda mais o trânsito, que já é complicado. Além disso, especialistas alertam que a destruição das dunas pode trazer graves consequências ambientais para a cidade.
Durante o debate, foi sugerido que em vez de vender o espaço, a área fosse transformada em um parque público para preservar a vegetação e servir de lazer para a comunidade. A ideia é proteger as dunas, que funcionam como um filtro natural e ajudam a diminuir o calor.
Até a escolha do leiloeiro está sob suspeita. Uma advogada presente na reunião apontou que não houve um sorteio público para a definição do profissional, o que levanta dúvidas sobre a lisura de todo o processo. Diante de tantas incertezas, os vereadores defendem que o leilão seja suspenso até que tudo seja esclarecido.
O antigo Centro de Convenções está desativado desde 2015 e parte de sua estrutura desabou em 2016. A venda do imóvel já tinha sido autorizada há anos, mas só agora, em meio a polêmicas, o processo avançou.







