O vereador Kiki Bispo, líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), trouxe um assunto importante para debate nesta terça-feira (17): a defesa da desapropriação de imóveis que estão abandonados na capital baiana. Ele explicou que essa medida é uma tendência em todo o Brasil e que Salvador, na Bahia, também precisa adotá-la.
Kiki Bispo falou sobre o tema durante uma coletiva de imprensa na sede da Casa Legislativa. Segundo ele, a desapropriação é uma forma de o poder público agir quando propriedades ficam sem uso por muito tempo. Depois de tomados, esses imóveis podem ir a leilão, permitindo que empresas ou até mesmo outros órgãos públicos os comprem e lhes deem uma nova finalidade. O objetivo é evitar que casarões e outros edifícios fiquem em ruínas, trazendo problemas para a cidade e para quem mora perto.
Salvador busca dar "destinação humanística" a imóveis abandonados
“A desapropriação de imóveis abandonados é uma tendência no país inteiro. É uma modalidade em que o poder público pode desapropriar e abrir um leilão para que o ente público ou privado possa adquirir o imóvel. Esse modelo já ocorre em cidades como Recife, São Paulo e outras grandes capitais, e em Salvador será o mesmo. A cidade tem muitos casarões abandonados, e essa lei vai possibilitar que a prefeitura dê uma destinação mais humanística a esses imóveis”, afirmou o vereador.
A ideia por trás dessa proposta é que imóveis, mesmo que particulares, precisam cumprir uma "função social". Quando estão abandonados, eles podem virar esconderijos para criminosos, acumular lixo e até mesmo colocar em risco a segurança das construções vizinhas. Ao desapropriar, a prefeitura pode usar esses espaços para moradia popular, centros comunitários ou outras utilidades que beneficiem a população, dando um uso mais humano para o que antes era um problema.
Líder do governo nega intenção de disputar presidência da Câmara
Além de falar sobre os imóveis, Kiki Bispo também foi questionado sobre outra pauta que sempre gera curiosidade nos bastidores políticos: a possibilidade de ele disputar a presidência da Câmara Municipal de Salvador nos próximos dois anos. Ele foi bem claro e negou qualquer intenção de colocar seu nome à disposição neste momento.
O vereador explicou que suas tarefas como líder do governo são muitas e que o debate sobre a presidência da Câmara ainda está muito longe de acontecer. Para ele, falar sobre isso agora seria "prematuro" e sem sentido, pois a situação política pode mudar bastante até lá. Ele reforçou que a experiência mostra que essas decisões são tomadas mais perto da hora, com calma.
“Não estou pensando nisso, até porque as atribuições da liderança do governo são muitas. Esse é um debate que o tempo vai dizer. Estamos longe ainda, qualquer conversa nesse sentido é prematura e não tem eficácia. Pela experiência que tenho na Câmara, o tempo comprova isso. No momento certo, a Casa vai saber decidir o seu destino. É um colegiado que decide, é uma eleição interna, e existem muitos fatores que podem contribuir ou não para o resultado”, concluiu Kiki Bispo.
Ele destacou que a escolha de quem vai presidir a Câmara é uma decisão interna, feita por todo o grupo de vereadores, e que muitos fatores influenciam o resultado final. Por enquanto, Kiki Bispo segue focado em suas responsabilidades como líder do governo na CMS.







