A Neoenergia Coelba tem um prazo de 30 dias para apresentar um plano detalhado de adequação da rede elétrica na região da Praia do Forte. A determinação judicial busca acabar com as constantes mortes de animais silvestres por eletrocussão, problema que vem sendo monitorado pelas autoridades baianas.
A decisão atende a um pedido do Ministério Público da Bahia, que comprovou que a fiação sem o devido isolamento se tornou uma armadilha mortal. Entre as vítimas frequentes estão animais ameaçados de extinção, como a preguiça-de-coleira, que acaba morrendo ao tocar nos equipamentos da concessionária.
Além de reformar a rede, a Coelba foi condenada a realizar um repasse mensal de R$ 61.529,00 ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais. Esse dinheiro será usado para custear o resgate e o tratamento de bichos feridos, além de ações de conservação na área da Floresta do Aruá.
O plano exigido pela Justiça deve incluir um mapeamento completo da fiação e um cronograma de obras. O Ministério Público ressaltou que tenta resolver a situação desde o início de 2024, mas as medidas tomadas pela empresa até agora foram consideradas insuficientes para parar os choques.
Mesmo em locais onde a Coelba realizou adaptações pontuais, novos casos de animais mortos continuaram sendo registrados. Diante disso, a Promotoria de Justiça de Mata de São João acionou o Judiciário para garantir que a proteção da fauna seja tratada como prioridade técnica na região.







