Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Municipios

IBGE derruba mito: Salvador é a 3ª cidade com mais negros no Brasil e perde para São Paulo e Rio

Apesar da fama mundial, capital baiana fica atrás de grandes metrópoles em números absolutos de pretos e pardos

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
24 de março, 2026 · 16:28 1 min de leitura

A famosa fama de Salvador como a cidade mais negra fora da África acaba de ser questionada por novos dados do IBGE. Segundo o último levantamento, a capital baiana ocupa, na verdade, a terceira posição no ranking nacional de população preta ou parda em números absolutos.

Publicidade

Com 2,011 milhões de pessoas negras, Salvador fica atrás de São Paulo, que lidera com 4,980 milhões, e do Rio de Janeiro, que soma 3,372 milhões. Mesmo com 83,2% da sua população se declarando preta ou parda, a capital baiana perde em quantidade total para as metrópoles do Sudeste.

Quando o assunto é proporção, o cenário muda ainda mais. Salvador aparece apenas na 484ª posição entre os municípios brasileiros. O topo dessa lista pertence a Serrano do Maranhão, onde 97,2% dos moradores são negros. No interior da Bahia, cidades como Terra Nova e Teodoro Sampaio também superam a capital nesse quesito.

Outro ponto que chamou atenção no estudo foi a questão religiosa. Ao contrário do que muitos pensam, Salvador é a capital brasileira com a maior proporção de pessoas que afirmam não ter religião. Cerca de 18,5% dos moradores, ou quase 400 mil pessoas, declararam não seguir nenhuma crença.

Publicidade

No ranking das religiões de matriz africana, como Candomblé e Umbanda, Salvador também não lidera. A capital baiana ocupa o quarto lugar em números absolutos, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e até de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Os dados do Censo 2022 mostram que, embora a influência cultural africana seja a marca registrada de Salvador, os números reais de população e religiosidade trazem uma realidade diferente do senso comum espalhado pelo país.

Leia também