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Greve dos rodoviários de Paulo Afonso começa em 3 de junho, anuncia sindicato

Motoristas da Atlântico Transportes rejeitaram por unanimidade reajuste de 4,39% e exigem aumento de R$ 400 no salário base.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
28 de maio, 2026 · 08:05 1 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da Região Metropolitana de Salvador, Alagoinhas, Paulo Afonso e Linha Verde (Sindmetro) enviou ofício na quarta-feira (27) à empresa Atlântico Transportes comunicando formalmente a rejeição da proposta salarial e a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de junho, à meia-noite e um minuto.

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A decisão foi tomada durante assembleia realizada entre 4h e 6h da manhã, em frente à garagem da empresa, em Paulo Afonso. Os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta patronal, que previa reajuste salarial de 4,39%, além de 12% no ticket alimentação e 12% na cesta básica.

O salário base atual dos motoristas é de R$ 1.965. Com o percentual oferecido, o aumento no vencimento ficaria abaixo de R$ 100 — valor muito aquém da reivindicação da categoria, que exige reajuste de aproximadamente R$ 400. Segundo o diretor do Sindmetro, Mário Cleber, a insatisfação dos trabalhadores vem desde 2019. "O salário de um motorista de ônibus em Paulo Afonso não ultrapassa os R$ 2.000, um verdadeiro absurdo", declarou ao Bahia Notícias.

O movimento, segundo o sindicato, representa a primeira greve de rodoviários em 60 anos na região. Além da questão salarial, os trabalhadores também reivindicam melhores condições no custeio do plano de saúde, pagamento correto de horas extras e outros benefícios da categoria.

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O edital de greve foi publicado no jornal A Tarde na edição desta quinta-feira (28). A Prefeitura de Paulo Afonso e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento Urbano já foram notificadas oficialmente sobre a paralisação.

O Sindmetro sinalizou que ainda está disposto a negociar antes do início da greve, caso empresa, prefeitura e secretaria de administração aceitem se reunir para buscar um acordo mais justo para a categoria.

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Imagem: Sindmetro
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