Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, preso durante as investigações sobre a morte da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, foi colocado em liberdade na segunda-feira (20). A decisão ocorreu após a Polícia Civil do Ceará concluir o inquérito sem indiciá-lo por qualquer crime relacionado ao caso.
A investigação apontou que Francisco Ray, que mantinha um relacionamento com a mãe da criança, não teve participação criminal na morte da bebê. Com o encerramento do inquérito, a Polícia Civil indiciou Ysabelle Rodrigues, mãe de Helena, por homicídio culposo comissivo por omissão, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray, por homicídio culposo.
Em nota, a defesa de Francisco Ray afirmou que, desde o início das investigações, sustentava a inocência do cliente. Segundo a advogada Gleicy, o fato de ele não ter sido indiciado confirma que não houve prática criminosa por parte dele relacionada à morte da criança. A defesa destacou ainda que Francisco colaborou com as investigações e permaneceu à disposição das autoridades durante toda a apuração.
Os advogados também informaram que o jovem ficou profundamente abalado com a repercussão do caso e com a prisão durante a fase inicial das investigações. Segundo a defesa, serão avaliadas medidas judiciais para buscar eventual reparação pelos prejuízos sofridos em razão da prisão e da acusação que, ao final do inquérito, não foi confirmada.
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Helena, ocorrida em Fortaleza. Inicialmente, a investigação considerou a hipótese de violência sexual, mas um laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará descartou essa possibilidade e apontou que a bebê morreu por asfixia mecânica indireta, levando a Polícia Civil a reclassificar o caso e concluir o inquérito com novos indiciamentos.
Agora, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público do Ceará, que decidirá se oferece denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou promove o arquivamento, total ou parcial, das investigações.







