O Centro Universitário Estácio realiza no dia 30 de maio uma ação comunitária na Comunidade da Maloca, em Aracaju (SE). A iniciativa reúne estudantes e professores de seis cursos em um projeto multidisciplinar que oferece serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania e bem-estar à população local.
A Maloca não é uma comunidade qualquer. Localizada entre os bairros Cirurgia e Getúlio Vargas, no centro da capital sergipana, ela é reconhecida como o primeiro quilombo urbano de Sergipe. Desde 2007, a região é reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como um quilombo urbano, reunindo os remanescentes dos antigos quilombolas, descendentes de pessoas negras escravizadas, que preservam suas culturas, tradições e modos de vida. Atualmente, a região abriga 267 habitantes, distribuídos em 91 famílias.
A ação integra o Projeto Nexus Estácio, do Núcleo de Extensão Universitária Social da instituição. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Estácio, os cursos participantes são Biomedicina, Direito, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia e Estética e Cosmética. Todos os atendimentos serão acompanhados por docentes durante toda a programação.
Os serviços vão de exames básicos a orientações jurídicas. A população poderá fazer aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos, receber orientações em saúde e prevenção de doenças, além de acolhimento emocional e triagem para psicoterapia na Clínica Estácio. Na área jurídica, haverá atendimentos em Direito de Família, Consumidor e Previdenciário. A programação ainda inclui atividades infantis, fisioterapia com massagens e orientações posturais, e serviços de estética como limpeza facial, design de sobrancelhas e massagens relaxantes.
Para a estudante de Biomedicina Ítala Mayara Pereira Santos, a ação vai além do aprendizado técnico. Segundo ela, "participar de ações comunitárias nos proporciona vivenciar experiências reais, permitindo o desenvolvimento de uma prática mais humanizada." A estudante destacou ainda a importância do contato direto com a população para compreender suas necessidades reais e contribuir com orientações sobre diagnóstico precoce de doenças.
O professor de Direito Caio Lima, um dos organizadores do evento, ressaltou o papel social da universidade nesse tipo de iniciativa. Para ele, "a universidade precisa ultrapassar os muros da sala de aula e estar onde as pessoas mais precisam." O docente afirmou que o Projeto Nexus nasce justamente da missão de aproximar conhecimento, cidadania e cuidado da população.
A proposta prevê também encaminhamentos para continuidade de atendimentos em áreas específicas, ampliando o alcance da ação para além do dia do evento. Em projetos de extensão bem-sucedidos, tanto a academia quanto a sociedade aprendem, pois a interação incrementa o desenvolvimento de ambas, estabelecendo um ciclo virtuoso. É exatamente esse o espírito do Nexus: transformar estudantes e comunidade ao mesmo tempo.
A ação acontece no dia 30 de maio, na Comunidade da Maloca, em Aracaju. Todos os serviços são gratuitos e abertos à população da região.







