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Famílias de Belém (AL) recebem 111 escrituras pelo Moradia Legal do TJAL

Programa de regularização fundiária do Tribunal de Justiça de Alagoas entregou títulos de propriedade de forma gratuita, garantindo segurança jurídica a moradores do município.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
26 de maio, 2026 · 12:30 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Cento e onze famílias do município de Belém, no agreste alagoano, saíram de uma cerimônia na última sexta-feira (22) com algo que muitas esperavam há anos: a escritura do imóvel onde moram. A ação foi realizada por meio do programa Moradia Legal, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), em parceria com a prefeitura local.

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A solenidade foi conduzida pelo presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt, pelo prefeito Beto Torres e pela secretária de gestão, Paula Santa Rosa. Os documentos foram entregues gratuitamente — sem nenhum custo para os beneficiados, que passaram a ser proprietários de direito de seus imóveis.

A secretária Paula Santa Rosa destacou o alcance social da iniciativa. Segundo ela, por meio do Moradia Legal, as famílias receberam suas escrituras sem pagar nada e "passaram a ser donas de fato e de direito do seu imóvel". Para o prefeito Beto Torres, o momento representa respeito e compromisso da gestão com quem mais precisa.

O Moradia Legal é um programa social do TJAL, realizado em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJ), a Associação dos Notários e Registradores de Alagoas (Anoreg/AL) e as prefeituras municipais. A iniciativa integra o Projeto Moradia Legal, atualmente em sua 7ª edição, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça.

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Nas seis edições anteriores, o programa social do Judiciário alagoano conseguiu regularizar mais de 50 mil propriedades para pessoas de baixa renda em Alagoas. A edição atual conta com a adesão de 59 prefeituras, o que representa 58% dos municípios alagoanos.

O projeto tem o objetivo de orientar, viabilizar e dar celeridade às medidas de regularização fundiária, com foco na legalização de áreas urbanas ocupadas por pessoas de menor poder aquisitivo, atendendo os preceitos constitucionais da dignidade da pessoa humana e o direito fundamental à moradia.

O alcance do programa é amplo. Do total de títulos previstos nas ações da Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro, 674 serão concedidos a mulheres, em observância às diretrizes da Lei nº 13.465/2017 e ao recorte de gênero adotado pelo programa de regularização fundiária. Essa lei é o principal marco legal nacional que transforma posse em propriedade para famílias de baixa renda.

O município de Belém (AL) vem mantendo articulação ativa para ampliar o acesso à regularização fundiária. A secretária de governo Paula Santa Rosa chegou a participar de reunião no Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) para solicitar a inclusão do município também no programa de Regularização Fundiária Rural Legal do Governo do Estado.

Para moradores que vivem há décadas sem o documento do imóvel, a entrega do título representa muito mais do que papel: significa a possibilidade de acessar crédito, fazer reformas com segurança e garantir o patrimônio para os filhos. O presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt, reforça a importância da ação para quem já reside no imóvel, mas não tem condições de arcar com os custos do registro em cartório.

Belém (AL) é mais um município a se juntar à lista de cidades alagoanas atendidas pelo Moradia Legal em 2026, ano em que o programa promete entregar o maior volume de títulos de sua história no estado. Com a previsão de 964 títulos apenas durante a Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro, a edição deste ano será a maior já realizada pelo programa em Alagoas.

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