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Municipios

Mães da Agrovila 8 do Projeto Brígida alertam para risco de cães soltos e pedem ação urgente

Moradoras de Orocó (PE) relatam que animais vindos de duas agrovilas têm avançado sobre crianças e adultos, provocando quedas, e cobram responsabilidade dos tutores e intervenção dos órgãos públicos.

Redação ChicoSabeTudo
11 de julho, 2026 · 12:20 2 min de leitura
Rua de agrovila no sertão pernambucano com casas ao fundo e criança caminhando
Rua de agrovila no sertão pernambucano com casas ao fundo e criança caminhando

Moradoras da Agrovila 8, no Projeto Brígida, em Orocó (PE), foram a público nesta semana para denunciar um problema que, segundo elas, já está colocando crianças em risco: cães soltos circulando livremente pelas ruas da comunidade e avançando sobre quem passa.

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De acordo com as mães, os animais não pertencem apenas à própria Agrovila 8 — parte deles vem da Agrovila 7, vizinha. Segundo as denunciantes, já houve casos de crianças derrubadas pelos cães nas vias da localidade. "Queremos uma solução antes que aconteça uma tragédia", relatou uma das moradoras ao Blog do Didi Galvão, veículo que registrou a denúncia.

As mulheres cobram dois lados: responsabilidade dos donos dos animais, que deveriam mantê-los sob controle, e atenção dos órgãos competentes para intervir antes que algum acidente mais grave aconteça. A preocupação é especialmente com as crianças, que circulam diariamente pelas ruas da comunidade.

O Projeto Brígida, administrado pela Codevasf, é um projeto público de irrigação que integra o Sistema Itaparica e reúne 10 agrovilas, além de posto de saúde e escolas, atendendo centenas de famílias assentadas originalmente após a construção do reservatório de Itaparica. A comunidade, portanto, é densa o suficiente para que cães soltos representem risco cotidiano a pedestres, especialmente aos mais jovens.

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Este não é o primeiro episódio envolvendo cães na Agrovila 8. Em abril de 2026, moradores da mesma comunidade já haviam denunciado a morte de animais a tiros na região — prática que, além de configurar crime de maus-tratos conforme a Lei nº 9.605/1998, representava risco aos próprios moradores pelo uso de arma de fogo em área habitada, segundo relatos divulgados à época.

A situação na Agrovila 8 reflete uma preocupação cada vez mais comum em comunidades do Nordeste. Casos de cachorros agressivos soltos pelas ruas têm causado preocupação em diversas comunidades, e apenas em novembro de 2024 o Diário de Pernambuco noticiou três episódios de ataques envolvendo cães de grande porte em Pernambuco. No lado baiano do São Francisco, o problema também é recorrente: em setembro, uma criança de 4 anos foi atacada por um pitbull em Itabuna, e em maio, em Irecê, um pitbull solto atacou três pessoas que caminhavam pela rua, sem qualquer tutor por perto.

Do ponto de vista legal, a responsabilidade é clara. Os proprietários são responsáveis pelo ocorrido, pois a culpa, segundo a lei, é por não terem guardado adequadamente um animal que pode causar lesão a outra pessoa. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) já se posicionou sobre o tema: o órgão recomenda campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos de deixar animais soltos nas vias públicas.

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As moradoras da Agrovila 8 esperam que tanto os tutores dos animais quanto as autoridades municipais tomem providências com urgência. Até a publicação desta reportagem, não havia resposta oficial da Prefeitura de Orocó sobre o caso.

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