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Discussão do novo PDDU em Salvador é marcada por críticas à falta de participação do povo

Observatório aponta que número de oficinas caiu de 29 para apenas 8, ignorando a realidade dos 171 bairros da capital

Redação ChicoSabeTudo
02 de abril, 2026 · 11:47 1 min de leitura

A revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador avançou nesta quarta-feira (1º) com um fórum sobre meio ambiente, mas o clima não foi apenas de debate técnico. O Observatório do PDDU denunciou uma queda drástica na participação popular e questionou a transparência da prefeitura no processo.

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O grupo aponta que, enquanto a revisão de 2016 contou com 29 oficinas nos bairros, o planejamento atual prevê apenas 8 encontros. A conta não fecha para as entidades, já que Salvador possui 171 bairros e 10 prefeituras-bairro que precisam ser ouvidas sobre o futuro da cidade.

Outro ponto crítico levantado é o uso de dados antigos. Segundo o Observatório, a prefeitura e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estariam utilizando informações de 15 anos atrás, em vez de priorizar os dados atualizados do Censo 2022, o que pode comprometer o planejamento urbanístico real.

A reunião contou com a presença de órgãos como o Ministério Público e federações do comércio e indústria. No entanto, o Observatório cobra a instalação imediata do Conselho Municipal, alegando que os representantes eleitos pela sociedade civil em 2024 ainda não foram empossados.

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Durante o evento, foram discutidas soluções para conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental e as mudanças climáticas. O objetivo oficial é tornar a capital baiana mais resistente a desastres naturais e proteger áreas sensíveis.

Até o momento, o cronograma segue com os fóruns técnicos, mas as entidades sociais prometem continuar pressionando por mais espaço nas decisões que vão ditar como a cidade deve crescer nos próximos anos.

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