Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Municipios

Discussão do novo PDDU em Salvador é marcada por críticas à falta de participação do povo

Observatório aponta que número de oficinas caiu de 29 para apenas 8, ignorando a realidade dos 171 bairros da capital

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
02 de abril, 2026 · 14:47 1 min de leitura

A revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador avançou nesta quarta-feira (1º) com um fórum sobre meio ambiente, mas o clima não foi apenas de debate técnico. O Observatório do PDDU denunciou uma queda drástica na participação popular e questionou a transparência da prefeitura no processo.

Publicidade

O grupo aponta que, enquanto a revisão de 2016 contou com 29 oficinas nos bairros, o planejamento atual prevê apenas 8 encontros. A conta não fecha para as entidades, já que Salvador possui 171 bairros e 10 prefeituras-bairro que precisam ser ouvidas sobre o futuro da cidade.

Outro ponto crítico levantado é o uso de dados antigos. Segundo o Observatório, a prefeitura e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estariam utilizando informações de 15 anos atrás, em vez de priorizar os dados atualizados do Censo 2022, o que pode comprometer o planejamento urbanístico real.

A reunião contou com a presença de órgãos como o Ministério Público e federações do comércio e indústria. No entanto, o Observatório cobra a instalação imediata do Conselho Municipal, alegando que os representantes eleitos pela sociedade civil em 2024 ainda não foram empossados.

Publicidade

Durante o evento, foram discutidas soluções para conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental e as mudanças climáticas. O objetivo oficial é tornar a capital baiana mais resistente a desastres naturais e proteger áreas sensíveis.

Até o momento, o cronograma segue com os fóruns técnicos, mas as entidades sociais prometem continuar pressionando por mais espaço nas decisões que vão ditar como a cidade deve crescer nos próximos anos.

Leia também