A revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador avançou nesta quarta-feira (1º) com um fórum sobre meio ambiente, mas o clima não foi apenas de debate técnico. O Observatório do PDDU denunciou uma queda drástica na participação popular e questionou a transparência da prefeitura no processo.
O grupo aponta que, enquanto a revisão de 2016 contou com 29 oficinas nos bairros, o planejamento atual prevê apenas 8 encontros. A conta não fecha para as entidades, já que Salvador possui 171 bairros e 10 prefeituras-bairro que precisam ser ouvidas sobre o futuro da cidade.
Outro ponto crítico levantado é o uso de dados antigos. Segundo o Observatório, a prefeitura e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estariam utilizando informações de 15 anos atrás, em vez de priorizar os dados atualizados do Censo 2022, o que pode comprometer o planejamento urbanístico real.
A reunião contou com a presença de órgãos como o Ministério Público e federações do comércio e indústria. No entanto, o Observatório cobra a instalação imediata do Conselho Municipal, alegando que os representantes eleitos pela sociedade civil em 2024 ainda não foram empossados.
Durante o evento, foram discutidas soluções para conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental e as mudanças climáticas. O objetivo oficial é tornar a capital baiana mais resistente a desastres naturais e proteger áreas sensíveis.
Até o momento, o cronograma segue com os fóruns técnicos, mas as entidades sociais prometem continuar pressionando por mais espaço nas decisões que vão ditar como a cidade deve crescer nos próximos anos.







