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Municipios

Desastre ambiental em São Tomé de Paripe deixa rastro de contaminação e desemprego

Moradores e comerciantes lutam contra poluição por metais pesados que transformou praia turística em 'bairro fantasma'

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
09 de maio, 2026 · 03:09 1 min de leitura

A descoberta de metais pesados na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, interrompeu a rotina de quase 9 mil moradores. O problema, que começou a ser notado em fevereiro deste ano, transformou o cenário paradisíaco da Baía de Todos os Santos em um local de incertezas e prejuízos econômicos.

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O alerta surgiu durante o Carnaval, quando banhistas perceberam águas com colorações estranhas — tons de azul, amarelo e verde — além de um forte cheiro de amônia. Desde então, a vida social e o sustento de quem depende do mar foram paralisados pela contaminação ambiental.

Comerciantes locais relatam um cenário de abandono. Joilda Borges, dona de uma barraca de praia, explica que o movimento zerou e seus funcionários estão sem trabalho. Ela descreve a situação atual da localidade como um 'bairro fantasma', onde nem mesmo a venda de lanches de rua parece ser viável diante da ausência de visitantes.

A mobilização da comunidade é liderada por moradores como o eletrotécnico Jocival David. Ele realiza vistorias diárias por conta própria, registrando a morte de animais e monitorando os pontos críticos de contaminação para cobrar providências das autoridades competentes.

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O Ministério Público da Bahia acompanha o caso há cerca de 70 dias. Investigações apontam que a contaminação pode estar ligada a empresas que operam na região, e laudos do Inema já confirmaram a presença de substâncias tóxicas tanto na água quanto nos pescados da área.

Enquanto aguardam um acordo para a reestruturação ambiental e ressarcimento dos danos, os moradores seguem em protestos pacíficos. O objetivo do grupo é garantir a recuperação da praia e a dignidade das famílias que perderam sua principal fonte de renda e lazer.

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