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Corrosão por mexilhão-dourado leva Aneel a suspender unidade da UHE Paulo Afonso I

A Aneel suspendeu a operação comercial da UG5 (70 MW) da UHE Paulo Afonso I após dano severo em mancal; retorno foi reprogramado para 2027.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
10 de janeiro, 2026 · 14:11 1 min de leitura
Imagem: Reprodução/Wilkinson Lázaro
Imagem: Reprodução/Wilkinson Lázaro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu a operação comercial da unidade geradora 5 (UG5) da UHE Paulo Afonso I, de 70 MW, usina localizada entre os municípios de Delmiro Gouveia (AL) e Paulo Afonso (BA) e pertencente à Axia Energia.

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Segundo a agência, a unidade teve a operação interrompida em novembro de 2023 após a ocorrência de um dano considerado “severo” no mancal, componente mecânico ligado ao suporte e à rotação do eixo em turbinas e geradores de hidrelétricas. A previsão inicial de retorno era junho de 2024, mas o cronograma foi reprogramado ao longo do período.

Na tentativa de reverter a suspensão, a ex-Eletrobras argumentou que a proliferação do mexilhão-dourado teria sido a principal responsável pela evolução do processo corrosivo na estrutura, citando análise do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). A empresa também sustentou que a interrupção da geração deveria ser desconsiderada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A Aneel, por sua vez, apontou que a regra permite expurgo de até 12 meses para indisponibilidade por modernização, mas que a unidade já estava parada há mais de 41 meses, acima do período passível de desconsideração. A agência informou que, após a conclusão dos reparos e melhorias e com a retomada da disponibilidade, a condição de operação comercial poderá ser restabelecida; a última previsão apresentada para retomada é abril de 2027, e o despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 30 de dezembro.

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