A memória de Cira do Acarajé será eternizada em uma cerimônia na quinta-feira (4), em Salvador, na Bahia. A homenagem ocorrerá às 17h, na Praça Oxum do Abaeté, organizada pela Prefeitura, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).
A escolha do local, segundo Roberta Santucci, gerente de Patrimônio da FGM, faz justiça ao legado da quituteira, que faleceu em 2020. "Cira permanece como uma das figuras mais emblemáticas da cultura de Salvador. Seu trabalho ultrapassou a esfera gastronômica, tornando-se símbolo de resistência e identidade soteropolitana", afirmou Santucci.
O tributo se torna ainda mais significativo, pois coincide com o Dia de Iansã, celebrando a força cultural deixada por Cira. Desde os 12 anos, ela trabalhou no tabuleiro de acarajé, assumindo responsabilidades familiares após a perda da mãe aos 17 anos. Seu talento e dedicação a levaram a ser reconhecida nacional e internacionalmente.
Atualmente, os negócios familiares são gerenciados pela filha, Juçara Santos, e pela ex-nora, Ana Paula Cruz. "A efígie imortaliza sua história, exaltando sua contribuição para a cultura de Itapuã e do Rio Vermelho", disse Juçara, destacando que Cira "eternizou no azeite de dendê a força de gerações de mulheres negras".
A efígie, criada em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal), representa não apenas a quituteira, mas o impacto cultural que ela deixou na cidade, marcada pelo acolhimento, sabor e resistência.







