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Cesta básica de Salvador sobe 2,69% e pesa mais de 40% no salário

A cesta básica em Salvador encerrou 2025 com alta de 2,69% em dezembro, exigindo quase 90 horas de trabalho e comprometendo mais de 40% do salário mínimo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
06 de janeiro, 2026 · 22:10 3 min de leitura
Foto: Jean Vagner/Ascom SEI
Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

A vida do soteropolitano ficou um pouco mais cara no fim de 2025, especialmente para quem precisa ir ao supermercado. A cesta básica em Salvador, na Bahia, registrou um aumento de 2,69% em dezembro do ano passado, em comparação com o mês de novembro. Isso significa que, em apenas um mês, o conjunto de alimentos essenciais custou R$ 14,98 a mais para as famílias da capital baiana.

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A pesquisa foi feita pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), um órgão que acompanha de perto a economia do estado. Para chegar a esses números, a equipe da SEI fez um trabalho minucioso, consultando mais de 3.500 preços em 92 estabelecimentos comerciais espalhados por Salvador. A coleta incluiu supermercados, açougues, padarias e até as tradicionais feiras livres, buscando um retrato fiel dos custos que chegam ao consumidor.

O que pesou mais no bolso?

Dos 25 produtos que formam a cesta básica, 16 apresentaram alta nos preços. Alguns itens tiveram aumentos expressivos, fazendo uma grande diferença na hora de fechar a conta do mês. O grande "vilão" de dezembro foi a cebola, que teve um salto impressionante de 66,17%. Imagina o impacto no preparo das refeições!

Outros alimentos importantes também ficaram mais caros:

  • Banana prata: 9,25% de aumento
  • Flocão de milho: 8,47% de aumento
  • Macarrão: 5,15% de aumento
  • Óleo de soja: 4,99% de aumento
  • Carne de primeira: 4,76% de aumento
  • Leite: 2,97% de aumento
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A lista segue com maçã (2,76%), queijo prato (2,71%), tomate (2,22%), batata inglesa (2,00%), pão francês (1,48%), arroz (1,13%), carne de segunda (0,97%), farinha de mandioca (0,83%) e carne de sertão (0,18%). Quase todos os itens básicos da nossa mesa subiram.

Nem tudo subiu: alguns preços caíram

Mas nem todas as notícias foram de aumento. Oito produtos ficaram um pouco mais baratos, o que aliviou o orçamento em alguns pontos. A cenoura, por exemplo, teve uma queda de 4,73%, enquanto a linguiça calabresa ficou 4,20% mais em conta. O café moído (-2,45%), o feijão (-2,20%) e o queijo muçarela (-1,58%) também tiveram seus preços reduzidos.

Outros que diminuíram um pouco foram açúcar cristal (-1,51%), manteiga (-0,59%) e frango (-0,38%). O ovo de galinha, por sua vez, manteve o preço estável, sem alteração em dezembro.

Impacto no almoço e no café da manhã

A SEI também analisou o impacto desses aumentos em grupos específicos de alimentos. Os ingredientes do nosso tradicional almoço – como feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola – ficaram 3,31% mais caros. Só esse grupo já representa cerca de um terço (33,16%) do valor total da cesta básica.

Para quem gosta de um bom café da manhã soteropolitano, a notícia também não é das melhores. O subgrupo de alimentos dessa refeição – café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho – aumentou 1,09%. Esse conjunto é responsável por uma parcela ainda maior do valor da cesta: 35,52%.

Salário mínimo: um desafio crescente

Com todos esses aumentos, o peso da cesta básica no bolso do trabalhador soteropolitano se torna um verdadeiro desafio. De acordo com o estudo, um morador de Salvador precisou dedicar 89 horas e 42 minutos de trabalho apenas para conseguir comprar os itens da cesta básica em dezembro.

Isso significa que, do salário mínimo de R$ 1.404,15 (após o desconto de 7,50% para a Previdência Social), cerca de 40,78% foi usado para cobrir os custos da alimentação essencial. É uma parcela significativa do orçamento familiar que se destina apenas à comida, mostrando a dificuldade de equilibrar as contas e ainda ter recursos para outras necessidades básicas como moradia, transporte e saúde.

A situação reforça a pressão sobre as famílias que dependem do salário mínimo para sobreviver, tornando cada ida ao supermercado uma tarefa de planejamento e adaptação para garantir o alimento na mesa.

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