Os foliões de Salvador, na Bahia, podem respirar aliviados: o Carnaval de 2026 acontecerá nos circuitos tradicionais. A Prefeitura da cidade bateu o martelo e garantiu que não haverá nenhuma mudança para a próxima festa, apesar de o assunto ter sido bastante debatido nos últimos anos.
Isaac Edington, presidente da Saltur (Empresa Salvador Turismo), confirmou a decisão em entrevista ao Bahia Notícias, colocando um ponto final nas especulações. Segundo ele, qualquer alteração no futuro será feita pensando sempre no público e na qualidade da maior festa de rua do planeta. A discussão sobre mudar os circuitos, porém, pode voltar à pauta depois do Carnaval de 2025.
“Está completamente descartada qualquer mudança de circuito agora em 2026. Na verdade, esse é um assunto que foi adiado por tempo indeterminado, o que não significa que ele não pode voltar”, afirmou Edington.
A ideia de um novo circuito começou com um pedido de parte do setor que trabalha com o Carnaval, que inclui empresários e entidades ligadas à festa. A Prefeitura, com a autorização do prefeito Bruno Reis, até começou a analisar a proposta, atendendo a essa solicitação.
Falta de consenso e prioridade no folião
Apesar do início das conversas, a iniciativa não seguiu em frente. Isaac Edington explicou que o próprio setor do Carnaval não conseguiu chegar a um consenso sobre a mudança. “No meio do caminho houve um desentendimento do próprio trade, não houve consenso em relação a esse assunto, o tempo foi passando e esse assunto foi sepultado”, detalhou o presidente da Saltur.
O debate sobre levar o Carnaval para um novo local, como a Boca do Rio – onde acontece o Festival Virada –, surgiu durante a pandemia. Desde então, a possibilidade gerou um misto de ansiedade e receio entre os foliões e moradores.
Houve também uma preocupação sobre possíveis impactos das obras do metrô na região do Campo Grande. O prefeito Bruno Reis chegou a conversar com o Governo do Estado para garantir que a ampliação da linha não atrapalhasse a festa.
Mesmo com desafios logísticos, como a perda do estacionamento da Graça, que era um ponto de apoio fundamental por anos, a Prefeitura conseguiu se adaptar e organizar os dois últimos carnavais. “Mesmo assim conseguimos nos adaptar, adaptamos outras partes da cidade para que pudesse fazer essa logística”, disse Edington.
A mensagem principal da Prefeitura é clara: se um dia houver uma mudança, ela precisa ser benéfica para todos. “A gente tem que estar sempre pensando que para ser o melhor Carnaval do mundo, o carnaval tem que ser melhor para quem curte, para quem faz a festa. Tem que ser bom para os blocos, tem que ser bom para a cidade, para o turista, para os artistas, então a gente pretende seguir rigorosamente esse critério. Só vamos mudar se for bom para o Carnaval”, finalizou Isaac Edington.







