O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), anunciou nesta sexta-feira (13), em meio ao clima vibrante do Carnaval em Salvador, na Bahia, que o Conselho do Carnaval (Comcar) e diversos blocos carnavalescos pretendem recorrer de uma recente decisão judicial. A medida da Justiça concedeu prioridade no horário de desfile para o Bloco Crocodilo, comandado pela icônica cantora Daniela Mercury.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Campo Grande, um dos circuitos mais tradicionais da festa. Bruno Reis deixou claro que, embora a Prefeitura cumpra as decisões judiciais, a responsabilidade pela organização e definição da ordem dos desfiles não recai sobre o Executivo municipal, mas sim sobre o Comcar, um órgão com autonomia própria.
Prefeitura e a Autonomia do Comcar no Carnaval
O gestor municipal explicou que a Prefeitura de Salvador tem um papel de fiscalização no Carnaval, podendo multar ou aplicar outras punições a quem não cumpre os horários estabelecidos. No entanto, a tarefa de determinar a sequência de apresentação dos trios elétricos e blocos é inteiramente do Comcar.
Este conselho leva em conta uma série de fatores importantes para montar a programação dos circuitos. Critérios como a tradição e a história de cada bloco e artista são fundamentais para definir a "fila" de desfile, garantindo que a riqueza cultural e a trajetória dos participantes sejam respeitadas e valorizadas na maior festa de rua do mundo.
Publicidade“Decisão judicial não se questiona, se cumpre e se recorre. Porém, é importante frisar que quem define essa ordem de apresentação não é a Prefeitura. Existe o Conselho do Carnaval, que é um órgão que tem autonomia própria. Leva-se em consideração uma série de critérios e de fatores, inclusive a história de cada bloco. E a partir daí se define a ordem da fila. O que eu tenho conhecimento é que o Comcar vai recorrer e que outros artistas recorrerão.”
— Bruno Reis, Prefeito de Salvador
O prefeito ressaltou a autonomia do Conselho do Carnaval, que opera com independência para estabelecer a logística dos desfiles, considerando não apenas a história, mas também a relevância cultural e o impacto de cada atração para o público. A intervenção judicial, portanto, gerou uma situação que mobilizou o órgão e outros envolvidos a buscarem uma revisão.
Com a informação de que o Comcar e outros artistas também irão recorrer, a expectativa é que a discussão sobre a ordem dos desfiles do Carnaval de Salvador continue, evidenciando a complexidade e a paixão envolvidas na organização de um evento de tamanha magnitude.







