A população de Salvador, na Bahia, terá que esperar mais um pouco para saber qual será o futuro da tarifa do transporte público. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) anunciou, nesta terça-feira (31), que a decisão sobre o reajuste das passagens de ônibus só será discutida a partir de 2026.
Durante uma entrevista à imprensa, o gestor evitou cravar qualquer valor para o possível aumento, colocando o assunto como uma pauta para o próximo ano. “Esse é um problema do ano que vem, a partir de amanhã. Não é o prefeito que aumenta a tarifa. Existe um contrato de concessão firmado em 2013 e, como todo contrato, há previsão de reajuste”, explicou Bruno Reis.
Reajuste não é aumento, diz prefeito
O prefeito fez questão de diferenciar “reajuste” de “aumento”, explicando que a correção tarifária não é um valor arbitrário, mas sim uma recomposição que já está prevista em contrato, considerando a inflação do período. Ele comparou o mecanismo ao reajuste salarial de diversas categorias profissionais.
“Assim como acontece com os contratos de trabalho, que têm reajuste com base na data-base da categoria, o reajuste da tarifa segue uma fórmula. Não é aumento, é reajuste, baseado na inflação do período”, contou o prefeito.
Bruno Reis reforçou que só vai começar a analisar o tema a partir do dia seguinte à sua declaração. “A partir de amanhã eu irei me debruçar sobre este assunto”, completou ele, sinalizando que a pauta é complexa e exige análise.
Contexto da tarifa em Salvador
A tarifa do transporte público é um dos temas mais delicados para a gestão municipal. Atualmente, o valor da passagem em Salvador é de R$ 5,60. Este valor coloca a capital baiana entre as cidades com as tarifas mais caras do Brasil em 2025, ficando atrás apenas de Florianópolis, Porto Velho, Curitiba e Belo Horizonte.
A Prefeitura de Salvador, inclusive, já concede subsídios para ajudar a manter o sistema de ônibus funcionando e evitar que o impacto do custo total recaia ainda mais sobre o bolso dos usuários. Apesar das discussões sobre outras alternativas, como a tarifa zero, o prefeito Bruno Reis já descartou a ideia para a capital, a menos que haja um apoio financeiro significativo do governo federal. Sem esse auxílio, a conta, segundo ele, ficaria inviável para o município.
Até o momento, a prefeitura não divulgou nenhum estudo técnico detalhado, nem confirmou percentuais para o possível reajuste de 2026. A expectativa é que o assunto ganhe mais detalhes quando o prefeito e sua equipe começarem, de fato, a analisar os dados a partir do próximo ano.







