A formação de um fenômeno conhecido como Super El Niño acendeu o sinal de alerta para meteorologistas de todo o mundo. De acordo com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas, as chances desse evento climático ganhar força dobraram em relação ao mês passado, podendo se tornar o mais potente registrado nos últimos 140 anos.
Diferente do El Niño comum, a versão "super" acontece apenas a cada 10 ou 15 anos. Ela ocorre quando as águas do Oceano Pacífico equatorial esquentam mais de 2 °C acima da média. Essa mudança altera drasticamente o regime de chuvas e as temperaturas, com impactos que podem superar o evento histórico de 2015.
Para o Brasil, a previsão indica cenários opostos dependendo da região. Enquanto o Norte do país deve enfrentar secas severas, outras partes da América do Sul podem registrar ondas de calor frequentes e chuvas intensas. O fenômeno também aumenta o risco de tempestades catastróficas devido ao acúmulo de umidade na atmosfera mais quente.
Especialistas explicam que o planeta vive um efeito "escada". Como a Terra já está sofrendo com o aquecimento global, o calor liberado por um Super El Niño não consegue ser dissipado totalmente antes do próximo ciclo. Isso cria uma base de temperatura cada vez mais alta e perigosa para a população.
A expectativa é que o pico do fenômeno aconteça entre dezembro deste ano e janeiro do próximo. Por conta dessa combinação entre crise climática e o aquecimento do oceano, a tendência é que o ano de 2027 quebre todos os recordes históricos de calor, superando as marcas registradas em 2024.
Além do calor sufocante, o fenômeno mexe com a economia global. Na Ásia, a seca deve prejudicar a agricultura na Índia e Indonésia. Já no Oceano Pacífico, espera-se um aumento na formação de ciclones e tufões, redesenhando o mapa de riscos climáticos para os próximos dois anos.







