Um relatório divulgado em 2025 pelo Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades do Brasil (IDSC-BR) revelou que 57% das cidades baianas não conseguem assegurar a igualdade étnico-racial, com 240 municípios classificados como de baixa ou muito baixa performance nesse critério. Os dados ilustram uma alarmante realidade: as populações negra e indígena, presentes em mais da metade das cidades da Bahia, enfrentam discriminação e têm acesso limitado a direitos básicos.
A pesquisa indicou que, em termos de atuação, as pessoas dessas etnias são mais suscetíveis à violência, apresentam taxas de mortalidade infantil superiores e têm menor representação em cargos públicos. O relatório classifica os municípios em faixas que variam de 0 a 100, sendo que apenas 11 cidades obtiveram desempenho muito alto, com mais de 80 pontos.
Os dois extremos da classificação somam a diversidade da situação na Bahia: enquanto cidades como Urandi (93,41) e Licínio de Almeida (89,93) se destacaram, outras, como Itacaré (14,42) e Acajutiba (16,87), figuraram entre as piores. As áreas metropolitanas de Salvador e a costa do litoral baiano apresentaram os resultados mais preocupantes, evidenciando desigualdades regionais severas.
A situação foi agravada pela desigualdade interna do estado, que variou significativamente entre os 417 municípios avaliados. Enquanto aproximadamente 20% alcançaram classificação alta, mais de 50% ficaram nas faixas baixas ou muito baixas. A ponta mais crítica desse contexto reflete na dificuldade estrutural para garantir a igualdade étnico-racial, que foi um objetivo proposto pelo governo federal em 2023 como parte da Agenda 2030.
O panorama evidenciado pelo IDSC-BR é um convite à ação, ressaltando a necessidade de políticas públicas direcionadas a promover a equidade e melhorar a qualidade de vida das populações vulneráveis. Para um mapeamento visual e mais informações, o Bahia Notícias disponibilizou um mapa ilustrativo onde é possível conferir a classificação de cada município.







