O técnico Rogério Ceni virou o principal alvo da insatisfação da torcida do Bahia, mas não cogita sair. Em entrevista coletiva após o empate de 1 a 1 com o Grêmio, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, Ceni abriu o jogo sobre as vaias, os pedidos de demissão e o seu vínculo com o clube. O jogo aconteceu no dia 17 de maio, na Arena Fonte Nova, em Salvador.
O resultado registrou o sétimo jogo consecutivo sem vitória da equipe no Brasileirão, igualando a pior sequência do técnico à frente do Tricolor. O ambiente na Arena Fonte Nova após o apito final refletiu o tamanho da cobrança que ronda o Bahia neste meio de Brasileirão. Diante dos protestos e das fortes vaias direcionadas ao seu trabalho, Ceni concedeu uma entrevista coletiva marcada pelo tom de desabafo.
Questionado sobre a possibilidade de pedir demissão, Ceni foi direto. Segundo informações divulgadas pelo Futebol Baiano, ele afirmou ter 36 anos de carreira e nunca ter sido acomodado. "Gosto muito do Bahia", declarou o treinador. Após a partida, Rogério Ceni foi questionado sobre a possibilidade de deixar o cargo diante da pressão, mas descartou qualquer chance de pedir demissão. O treinador afirmou seguir confiante em uma reação do Bahia sob seu comando.
Ceni também reconheceu a legitimidade dos protestos vindos das arquibancadas. O treinador fez questão de sinalizar que compreende o sentimento de revolta vindo do público, associando a insatisfação atual ao reflexo direto da recente queda de rendimento na Série A e à eliminação na Copa do Brasil. Ceni classificou a reação dos torcedores como legítima e admitiu que o sentimento de impotência também atinge a comissão técnica e os atletas.
Sobre a possibilidade de abandonar o cargo por causa das ofensas, o técnico usou uma analogia direta com jornalistas presentes na coletiva. "Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil", declarou o técnico. Ele ainda disse trabalhar 12 horas por dia e que sua rotina é inteiramente dedicada ao clube.
A pressão sobre Rogério Ceni aumentou nas últimas semanas após a eliminação para o Clube do Remo na Copa do Brasil e a queda precoce diante do O'Higgins na Libertadores. Mesmo assim, o treinador afirmou enxergar evolução no desempenho coletivo da equipe, principalmente nas partidas disputadas em Salvador.
A Bamor, principal torcida organizada do Bahia, pediu a demissão do técnico em manifesto publicado. "Exigimos que a diretoria tome uma atitude imediata: A DEMISSÃO DO TREINADOR e a busca por um nome que qualifique e eleve o novo projeto do clube", diz a torcida.
Atualmente, o Bahia ocupa a sétima colocação no Campeonato Brasileiro, somando 23 pontos. Na temporada, o clube conquistou o título baiano, mas acumulou eliminações precoces na pré-Libertadores, diante do O'Higgins, e na Copa do Brasil, contra o Remo. Ceni ainda possui respaldo contratual importante: o técnico renovou recentemente seu vínculo com o Bahia até dezembro de 2027.
No Brasileirão, o Bahia está na 7ª colocação, com 23 pontos. O Tricolor volta aos gramados no dia 25 de maio (segunda-feira), quando visita o Coritiba, às 20h, no Couto Pereira. O confronto vale pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.







