O meia-atacante espanhol Aitor Cantalapiedra não vai mais entrar em campo pelo Esporte Clube Vitória antes da pausa para a Copa do Mundo. O diretor de futebol Sérgio Papellin confirmou que o jogador pediu a liberação antecipada para resolver problemas pessoais na Espanha, incluindo o próprio casamento, marcado para o início de junho.
Segundo Papellin, o atleta procurou o presidente Manequinha e expôs a situação. "O Cantalapiedra conversou com o Manequinha, estava com alguns problemas pessoais, nos pediu para adiantar, vai casar também agora em junho, no começo de junho", disse o dirigente, confirmando que o clube atendeu ao pedido por considerar que o jogador não estava sendo aproveitado pelo técnico Jair Ventura.
Cantalapiedra não havia sido relacionado nos últimos cinco jogos do Vitória, incluindo o desta quarta-feira (20), contra o ABC, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. Com espaço cada vez menor no elenco rubro-negro, a diretoria considerou razoável antecipar as férias de meio de temporada.
Após terminar 2025 como titular, Aitor perdeu espaço nesta temporada e não entra em campo desde a partida contra o Corinthians, no dia 19 de abril, quando atuou por apenas um minuto. A queda de rendimento e a perda de espaço entre os relacionados já vinham chamando a atenção dos torcedores.
Contratado em julho de 2025, Aitor tem contrato com o Vitória até junho de 2027. O Rubro-Negro não tem intenção de negociar o meia de 30 anos na janela de transferências do meio do ano, que, segundo a CBF, tem abertura prevista entre 20 de julho e 11 de setembro de 2026.
Com passagens pelas divisões de base do Barcelona, além de clubes como Twente, da Holanda, e Panathinaikos, da Grécia, entre outras equipes, Aitor Cantalapiedra soma 36 jogos pelo Vitória, com quatro gols e sete assistências. Na primeira temporada, terminou o ano como peça importante do time; em 2026, o cenário mudou.
O espanhol chegou ao Barradão vindo do futebol grego. Antes disso, acumulou passagens pelo Espanyol, onde foi revelado, pelo Barcelona — onde atuou pelo time B e fez dois jogos pela equipe principal — e pelos espanhóis Villarreal e Sevilla, além de períodos na Holanda e no Chipre. No Twente, disputou 61 jogos com 24 gols e 15 assistências. No Panathinaikos, foram 95 partidas, com 24 gols e 12 assistências.
A situação do atleta gera dúvidas sobre seu futuro no clube baiano. Apesar de o Vitória oficialmente descartar uma negociação imediata, a combinação de ausências seguidas, queda de aproveitamento e viagem prolongada à Espanha mantém o tema em aberto para as próximas semanas.







