No último dia 4, durante o Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol (FBTF), o clima esquentou quando os ex-treinadores brasileiros Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão expressaram opiniões contrárias à presença de treinadores estrangeiros no Brasil. O evento, que ocorreu em uma cidade ainda não citada, homenageou o técnico Carlo Ancelotti, que estava no palco enquanto as declarações polêmicas eram feitas.
Leão classificou como uma “invasão” a participação de técnicos estrangeiros, e Oswaldo de Oliveira manifestou seu desejo de ver um profissional brasileiro à frente da seleção nacional novamente. As falas geraram um clima de constrangimento e, em resposta, o treinador italiano recebeu apoio de vários colegas, incluindo Rogério Ceni, do Bahia, que fez uma ligação para Ancelotti para expressar seu repúdio às declarações.
Segundo informações da ESPN, Ceni criticou as opiniões de Oliveira e Leão e reforçou seu apoio à continuidade da trajetória de Ancelotti no Brasil. Além dele, outros renomados técnicos, como Felipão e Renato Gaúcho, também se manifestaram em prol do treinador italiano, mostrando um consenso entre os atuais técnicos sobre a questão.
O diretor da CBF, Rodrigo Caetano, que se encontrava em Londres para o próximo amistoso da Seleção Brasileira contra Senegal, no dia 15, ressaltou que Ancelotti não se deixou abalar pelas críticas recebidas. “Ele se sentiu honrado com a homenagem que recebeu da associação. Infelizmente, teve a repercussão por conta da opinião de dois treinadores brasileiros. Ele está consciente de que é uma opinião muito particular e que a maioria não só apoia, como ficou contente com a chegada dele”, afirmou Caetano.
O diretor ainda destacou que a imagem de Ancelotti permanece inalterada no cenário do futebol brasileiro, afirmando que “o currículo dele fala por si”. De acordo com a CBF, não há impacto negativo na relação entre os treinadores brasileiros e a comissão técnica da seleção italiana.







