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Esportes

Bahia e Vitória sentem impacto das novas regras de bola rolando

Mudanças na arbitragem da CBF aumentaram o tempo efetivo de jogo dos dois clubes baianos na 23ª rodada.

Redação ChicoSabeTudo
18 de agosto, 2026 · 00:13 2 min de leitura
Jogadores de Bahia e Vitória em campo durante partidas do Brasileirão sob as novas regras de arbitragem da CBF
Jogadores de Bahia e Vitória em campo durante partidas do Brasileirão sob as novas regras de arbitragem da CBF

As novas regras de arbitragem colocadas em prática pela CBF a partir da 23ª rodada do Brasileirão já mostraram efeito direto nos jogos de Bahia e Vitória. Nos nove primeiros confrontos da rodada, disputados no último fim de semana, a média de bola rolando saltou de 52 minutos e 54 segundos para 55 minutos e 29 segundos.

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O Bahia já vinha de um bom desempenho nesse quesito antes mesmo da mudança. Segundo levantamento da CBF Academy, as partidas do Tricolor tinham média de 53 minutos e 47 segundos de jogo efetivo, o equivalente a 51,7% do tempo total, o que colocava o clube na sexta posição entre as equipes da Série A. No empate por 3 a 3 com a Chapecoense, na Arena Condá, sob as novas diretrizes, o tempo de bola em jogo chegou a 56 minutos e 39 segundos, quase três minutos acima da própria média anterior do time.

A partida em Chapecó teve ainda um momento de atendimento médico: o zagueiro David Duarte passou mal e vomitou em campo ainda no primeiro tempo, recebeu assistência e seguiu jogando, o que ajudou a aumentar o tempo de bola parada na partida.

Já o Vitória chegava à rodada em situação bem diferente. O clube aparecia entre os piores da Série A no quesito, com média de 50 minutos e 48 segundos de bola rolando, ocupando a 18ª posição do ranking, à frente apenas de Corinthians e Red Bull Bragantino. Na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no Barradão, gol marcado por Matheuzinho em cobrança de pênalti, o tempo efetivo ficou poucos segundos abaixo da antiga média geral do campeonato, mostrando alguma evolução em relação ao próprio histórico do time.

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O duelo entre Vitória e Botafogo também entrou para a história do Brasileirão por outro motivo: foi o palco da primeira aplicação do chamado "protocolo Vini Jr", que prevê expulsão para quem cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão. Arthur Cabral, do Botafogo, recebeu o cartão vermelho após uma discussão com o técnico do Vitória, Jair Ventura, já depois do apito final da partida.

A regra foi criada a partir de um episódio envolvendo Vinicius Júnior em fevereiro deste ano, quando o brasileiro acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de cobrir a boca com a camisa para fazer uma ofensa racista durante um jogo da Liga dos Campeões. A norma passou a valer também na Copa do Mundo de 2026 antes de ser incorporada pela CBF ao futebol brasileiro.

O novo patamar de bola rolando do Brasileirão já supera médias de ligas europeias como a Premier League, a LaLiga e o Campeonato Italiano. Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, avaliou o início da aplicação das regras como positivo, embora tenha ponderado que ainda é cedo para falar em consolidação dos resultados. "Esse primeiro fim de semana com a implementação das novas regras traz um balanço muito positivo", disse.

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