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Emprego

SINPRO-BA rechaça sindicato patronal e convoca paralisação com assembleia nesta quinta (16)

Professores da rede privada da Bahia retornam às ruas em nova paralisação após o SINPRO-BA rejeitar comunicado do SINEPE-BA e acusar o patronal de distorcer a narrativa da campanha salarial.

Redação ChicoSabeTudo
16 de julho, 2026 · 12:21 3 min de leitura
Professores em assembleia durante paralisação da rede privada na Bahia
Professores em assembleia durante paralisação da rede privada na Bahia

Os professores da educação básica das escolas particulares da Bahia têm mais uma paralisação marcada para esta quinta-feira (16). A Assembleia Geral Extraordinária Permanente da Data-Base 2026, convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (SINPRO-BA), ocorre a partir das 8h no Auditório Jorge Amado, no Real Classic Bahia Hotel, no bairro da Pituba, em Salvador, com transmissão on-line, e acontece em meio ao impasse nas negociações da campanha salarial entre os docentes e o sindicato patronal.

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A movimentação ganhou ainda mais tensão na véspera. Segundo informações divulgadas pelo BNews, o SINPRO-BA emitiu nota na quarta-feira (15) rejeitando um comunicado publicado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA). O patronal havia informado que teria assegurado à categoria bolsas de estudo para filhos de professores e coordenadores — entre 80% e 90% — além de férias unificadas para 2027 e 2028. O SINPRO-BA contesta essa versão e acusa o SINEPE-BA de omitir informações para fazer os professores parecerem "intransigentes e irresponsáveis".

Segundo o presidente do SINPRO-BA, Allysson Mustafa, a categoria reivindica reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho. Entre as principais reclamações está a sobrecarga de atividades realizadas sem remuneração específica, como tarefas administrativas, elaboração e correção de avaliações.

Em nota, o SINPRO-BA informou que, na última rodada de negociação realizada em 27 de maio, as escolas particulares rejeitaram as reivindicações da categoria, que incluem reajuste salarial, qualificação do piso, ampliação do recesso e regulamentação, com remuneração específica, das atividades realizadas fora da jornada regular.

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O embate entre os dois sindicatos não é novo. Os professores haviam aprovado, por unanimidade, o estado de greve em assembleia realizada em Salvador no dia 9 de junho, após cinco rodadas de negociação com o SINEPE-BA que, segundo os professores, não avançaram o suficiente para atender às demandas da categoria. Com o estado de greve, os professores entraram em regime de mobilização permanente, mantendo a possibilidade de paralisação — sem que isso implique interrupção imediata das atividades — caso não haja progresso nas discussões.

Na rodada de negociação realizada em 8 de julho, o sindicato patronal apresentou proposta de reajuste salarial de 4,11%, com aplicação na folha de julho e pagamento em agosto, além do retroativo referente aos meses de maio e junho. Também foram oferecidas a manutenção das bolsas de estudo, ampliação do recesso de meio de ano para 19 dias em 2026 e a criação de grupos de trabalho para discutir o excesso de atividades dos docentes.

Os professores demonstram preocupação com propostas apresentadas pelo setor patronal que, segundo o sindicato, podem reduzir direitos já conquistados, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de docentes. Apesar dos anúncios do SINEPE-BA sobre avanços, representantes da categoria afirmaram não enxergar progressos concretos nas tratativas.

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Segundo o sindicato dos professores, a categoria tenta chegar a um acordo desde março e reivindica a preservação de direitos e melhores condições de trabalho. O desfecho da assembleia desta quinta pode definir se a paralisação evolui para uma greve formal nas escolas privadas do estado.

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