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Emprego

Salvador: empresa demite trabalhadores sem rescisão e indica Justiça

Mais de 16 funcionários da Sete Infraestrutura foram dispensados sem aviso-prévio nem multa do FGTS em Salvador.

Redação ChicoSabeTudo
18 de agosto, 2026 · 00:06 2 min de leitura
Trabalhadores da construção civil em obra pública na Bahia
Trabalhadores da construção civil em obra pública na Bahia

Mais de 16 trabalhadores da empresa terceirizada Sete Infraestrutura foram demitidos em massa em Salvador, sem receber de imediato as verbas rescisórias a que têm direito. A dispensa ocorreu na sexta-feira (7) e pegou de surpresa pedreiros, pintores e ajudantes que prestavam serviço de manutenção em escolas e unidades de saúde da capital baiana.

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Segundo levantamento do portal Alô Juca, os funcionários foram convocados para uma reunião e, ali, receberam os avisos de desligamento. A companhia teria informado que não dispunha de recursos para pagar de imediato itens como aviso-prévio e a multa do FGTS.

Diante da falta de pagamento, a própria empresa orientou os trabalhadores a recorrerem à Justiça do Trabalho para tentar garantir o recebimento dos valores e a liberação do seguro-desemprego. Parte dos profissionais mantinha vínculo com a companhia havia anos, período em que atuou em reformas de prédios públicos ligados ao Município de Salvador e ao Estado da Bahia, segundo informações apuradas pelo Jornal Grande Bahia.

O advogado trabalhista Yan Alvaia, que acompanha o caso, classificou a conduta da empresa como ilegal. Segundo ele, cabe ao empregador arcar com os custos e imprevistos da própria atividade econômica, sem repassar esse ônus aos empregados nem condicionar o pagamento de direitos básicos a uma decisão judicial.

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Segundo apuração do Jornal Grande Bahia, o advogado também avaliou que a prática de deixar de pagar parcelas para depois buscar um acordo judicial pode ser usada para reduzir direitos dos trabalhadores, o que classificou como conduta "repudiável". A defesa dos funcionários pretende pedir que qualquer valor ainda devido pelo poder público à empresa seja retido, como forma de garantir o pagamento das verbas.

Até a publicação da reportagem original, a Sete Infraestrutura não havia se manifestado sobre as demissões nem sobre a alegada falta de recursos para o pagamento imediato dos direitos trabalhistas. O Ministério Público do Trabalho afirmou que segue aberto ao recebimento de denúncias formais e pode instaurar procedimento para checar a atuação da prestadora de serviços.

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