Os professores da rede municipal de Feira de Santana decidiram cruzar os braços no próximo dia 23 de abril. A paralisação foi aprovada em assembleia após a prefeitura não apresentar respostas sobre a tabela salarial e o descumprimento de acordos firmados anteriormente.
O principal ponto de conflito envolve o pagamento dos precatórios do Fundef. Um projeto de lei enviado à Câmara prevê o repasse apenas do valor principal, deixando de fora os juros, o que gerou revolta na categoria e na APLB Sindicato.
Segundo a liderança sindical, a exclusão dos juros reduz drasticamente o montante que os professores têm direito a receber. Caso o projeto seja aprovado dessa forma, a entidade já adiantou que pretende acionar a Justiça para garantir o pagamento integral.
Outra reclamação dos docentes diz respeito ao reajuste salarial de 5,4%. Embora tenha sido aprovado com efeito retroativo a janeiro, o índice não contempla os professores aposentados, ferindo o princípio da paridade entre ativos e inativos.
A categoria afirma que existe um acordo judicial homologado desde agosto do ano passado que ainda não foi cumprido pela gestão municipal. O prazo dado para uma resposta oficial venceu na última quarta-feira (15) sem nenhum retorno satisfatório.
No dia da paralisação, os profissionais realizarão o ato 'Café com Educação' em frente à prefeitura, a partir das 7h30. Uma reunião com a Secretaria da Administração está agendada para o período da tarde, onde tentarão destravar as negociações.







