O Governo Federal apresentou, em 31 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027 com uma estimativa de salário mínimo de R$ 1.741. O valor é R$ 120 maior que o piso atual, de R$ 1.621, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Se confirmada, a mudança passa a valer a partir de janeiro de 2027 e deve impactar diretamente benefícios pagos pelo INSS que seguem o valor do salário mínimo, entre eles o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal a pessoas idosas a partir de 65 anos ou a pessoas com deficiência, desde que comprovada baixa renda, conforme explica o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em publicação de janeiro deste ano. Assim, caso o novo piso seja confirmado, o valor pago pelo benefício também deve subir para R$ 1.741.
A mesma lógica vale para aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários pagos hoje exatamente no valor do piso nacional. Nesses casos, o reajuste projetado representaria um acréscimo de R$ 120 no valor mensal recebido.
Já os benefícios pagos em valores acima do salário mínimo não recebem automaticamente esse mesmo reajuste. Segundo o Jornal Cruzeiro, esses pagamentos costumam ser corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice que mede a inflação para famílias de menor renda. O percentual final de correção depende do resultado acumulado do índice no período considerado.
A estimativa de R$ 1.741 foi construída a partir de uma projeção de 4,93% de INPC acumulado em 12 meses até novembro, somada a um aumento real de 2,3%, de acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento. Esse número é R$ 24 maior que a projeção anterior de R$ 1.717, que constava no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, segundo a Agência Brasil.
Apesar de já estar no PLOA enviado ao Congresso, o valor de R$ 1.741 ainda não é definitivo. A Agência Brasil informa que o número pode ser revisado para cima caso o INPC suba mais do que o esperado até novembro de 2026. O Governo deve enviar uma mensagem modificativa ao Congresso no início de dezembro, já com base na inflação acumulada entre dezembro de 2025 e novembro de 2026.
Não há, até o momento, publicações específicas sobre o impacto dessa projeção em Paulo Afonso ou em outros municípios da região. A regra, no entanto, é nacional: qualquer confirmação do novo piso deve repercutir da mesma forma nos benefícios vinculados ao salário mínimo em todo o país, incluindo a Bahia.
O reajuste também pode influenciar outros valores atrelados ao salário mínimo, como o piso do seguro-desemprego, o limite máximo do abono salarial e a contribuição previdenciária de microempreendedores individuais (MEI), cada um seguindo critérios próprios de cálculo, conforme aponta o Jornal Cruzeiro.
O teto de pagamento do INSS, por sua vez, segue outra regra de correção, vinculada a índices de inflação, mas ainda não há projeção definitiva para esse valor em 2027.







