A expansão da Mina Santa Rita, em Itagibá, promete transformar a mineração na Bahia com a criação de 1.500 novos empregos. O projeto, que será a maior mina subterrânea de níquel da América Latina, foi apresentado a empresários baianos nesta quarta-feira (1º), em Salvador, com o objetivo de garantir que os contratos de serviços e suprimentos fiquem no estado.
O empreendimento é gerido pela Atlantic Nickel e conta com a parceria da CBPM e da Fieb. A nova fase, chamada de Projeto Underground, prevê a construção de até 300 quilômetros de túneis. Atualmente, a operação de superfície emprega 500 pessoas, mas esse número deve triplicar com o avanço das obras subterrâneas.
A intenção do encontro na capital baiana foi preparar o empresariado local para atender às demandas da mina. Segundo o presidente da CBPM, Henrique Carballal, a prioridade é que indústrias da Bahia ocupem as vagas de fornecimento, evitando que contratos migrem para empresas de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.
O níquel extraído na região é do tipo sulfetado, considerado de alto teor e essencial para a fabricação de baterias de carros elétricos. Por ser um minério estratégico para a tecnologia mundial, há um esforço entre pesquisadores da UFBA e do Senai Cimatec para criar uma patente que valorize o produto baiano no mercado internacional.
Para o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, a iniciativa fortalece a economia das cidades vizinhas ao projeto. Ele ressaltou que utilizar fornecedores que já conhecem o território baiano traz vantagens tanto para quem investe quanto para o desenvolvimento socioeconômico da região sul do estado.







