Empresários baianos se reuniram com o deputado federal Paulo Azi, relator da PEC que propõe o fim da escala 6x1, para manifestar preocupação com os impactos da medida na economia. O encontro, realizado na Associação Comercial da Bahia (ACB), buscou apresentar os desafios que setores como comércio, bares e restaurantes enfrentarão caso a mudança seja aprovada sem critérios específicos.
A presidente da ACB, Isabela Suarez, destacou que a entidade não é contra a modernização das leis trabalhistas, mas alerta que uma mudança uniforme pode prejudicar a sustentabilidade das empresas. Segundo a liderança, setores que funcionam de forma contínua dependem muito de mão de obra e podem sofrer com o aumento repentino de custos.
Entre as principais sugestões apresentadas ao relator estão a necessidade de uma implementação gradual da nova jornada e a preservação das negociações coletivas. Os empresários defendem que cada setor tem uma realidade diferente e que o texto final da proposta precisa respeitar essas particularidades para evitar demissões.
O deputado Paulo Azi afirmou que ouvir o setor produtivo é essencial para construir um relatório equilibrado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele garantiu que o objetivo é buscar um caminho que atenda aos interesses dos trabalhadores, mas que também proteja quem gera empregos no país.
Além da diretoria da ACB, participaram do debate representantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-BA), da Federação da Agricultura (FAEB) e de sindicatos da indústria e construção civil. O grupo reforçou que, sem uma transição adequada, o consumidor final pode acabar sentindo o peso da mudança nos preços dos serviços e produtos.







