A proposta de fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal voltaram ao centro do debate nesta segunda-feira (13). Em reunião com os deputados federais Adolfo Viana e Antonio Brito, a Associação Comercial da Bahia (ACB) manifestou preocupação com os impactos financeiros que a mudança pode trazer para as empresas e para o cidadão comum.
O setor produtivo argumenta que a discussão não é apenas sobre ter mais dias de folga, mas sim sobre quem pagará a conta da redução das horas trabalhadas sem o corte de salários. Segundo a presidente da ACB, Isabela Suarez, essa conta pode acabar chegando na ponta final: no preço das mercadorias e no poder de compra do trabalhador.
Para os empresários, uma mudança imposta sem análise técnica pode prejudicar principalmente os pequenos negócios e regiões com desafios econômicos, como o Nordeste. O receio é que o aumento nos custos operacionais inviabilize atividades, especialmente no comércio e varejo, que dependem de escalas mais flexíveis.
O deputado Antonio Brito destacou que o diálogo é fundamental para evitar que o tema vire uma briga entre patrões e empregados. Já Adolfo Viana prometeu levar as preocupações ao colégio de líderes em Brasília e sugeriu a realização de audiências públicas para avaliar os efeitos colaterais da medida.
Representantes do comércio lojista reforçaram que muitos setores não conseguem absorver novos custos no momento. A defesa das entidades é que qualquer alteração na jornada de trabalho considere a realidade de cada setor, buscando equilibrar o bem-estar do trabalhador com a sobrevivência das empresas.







