As denúncias de trabalho análogo à escravidão registraram um aumento preocupante neste início de ano. Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), o órgão já recebeu 733 queixas em 2026, evidenciando que o problema continua avançando em diversas regiões do país.
O volume de denúncias cresceu 12,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. O que mais chama a atenção é a velocidade das notificações: somente entre os meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 522 casos pela fiscalização.
A consequência direta desse aumento nas denúncias aparece no número de resgates. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 271 trabalhadores foram retirados de condições degradantes apenas no primeiro bimestre deste ano.
Esse total de resgatados em apenas dois meses já representa cerca de 10% de todas as libertações realizadas durante o ano de 2025 inteiro, quando 2.772 pessoas foram salvas de situações de exploração extrema.
Especialistas alertam que os números podem ser ainda maiores na realidade. Historicamente, casos de trabalho escravo em ambientes domésticos e em áreas urbanas sofrem com a subnotificação, dificultando a chegada dos fiscais e o socorro às vítimas.







