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Justiça garante que mulher trans faça teste físico feminino em concurso da Polícia Militar

Decisão histórica barra exigência de critérios masculinos para candidata que disputa vaga de soldado

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
09 de abril, 2026 · 21:22 1 min de leitura

A Justiça de Santa Catarina determinou que a candidata Dannyele Catherine de Barradas Oliveira, que é uma mulher trans, realize o Teste de Aptidão Física (TAF) da Polícia Militar seguindo os parâmetros femininos. A decisão foi tomada após a corporação convocar a candidata para os testes baseados no sexo de nascimento.

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O desembargador Luiz Fernando Boller entendeu que obrigar a candidata a seguir as regras masculinas violaria sua identidade de gênero e poderia causar sua eliminação injusta do concurso para soldados temporários. O magistrado destacou que a identidade de gênero é um direito fundamental reconhecido pelo STF.

Mesmo sem ter alterado o registro civil, Dannyele apresentou laudos médicos que comprovam sua transição e cirurgias de redesignação. Para a Justiça, o edital do concurso foi omisso ao não prever regras para pessoas trans, o que acabou gerando um tratamento discriminatório no momento da convocação.

O desembargador reforçou que a candidata não está dispensada dos exercícios físicos, mas que deve realizá-los em condições compatíveis com sua identidade. Segundo ele, o silêncio do edital não pode se tornar um peso que impeça o acesso de candidatos ao serviço público em condições de igualdade.

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Nas redes sociais, Dannyele celebrou a vitória judicial. Ela relatou que, apesar de ter passado por diversos procedimentos de transição desde 2013, não havia retificado seus documentos por questões pessoais, o que acabou gerando a necessidade de acionar os advogados para garantir seu direito no certame.

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