O mercado de trabalho brasileiro encerrou o ano de 2025 com um feito notável: a menor taxa de desemprego já registrada desde que o IBGE começou a fazer suas medições em 2012. Os dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) nesta sexta-feira apontam para um cenário de recuperação e fortalecimento da economia do país.
No último trimestre de 2025, que engloba os meses de outubro, novembro e dezembro, a taxa de desocupação despencou para 5,1%. Esse número não só é um recorde para o período, mas também puxou a média anual do desemprego para 5,6%, um patamar que não se via desde o início da série histórica da pesquisa.
Para se ter uma ideia, em 2024, a taxa anual de desemprego estava em 6,6%. Em 2012, quando a Pnad começou, o índice era de 7,4%. Ao longo dos anos, vimos essa taxa flutuar, atingindo um pico preocupante de 14% em 2021, por causa dos efeitos da pandemia de Covid-19 na nossa economia. Agora, a queda é um sinal claro de que as coisas estão melhorando.
Mais gente trabalhando e ganhando melhor
Além da queda no desemprego, outros indicadores importantes também brilham nos resultados de 2025:
- População Ocupada em Alta: O número de pessoas trabalhando no Brasil chegou a um recorde de 103 milhões em 2025, um aumento considerável em relação aos 101,3 milhões registrados em 2024. Isso significa que mais gente está encontrando seu lugar no mercado.
- Nível de Ocupação Recorde: A proporção de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estavam ocupadas atingiu 59,1%, também o maior índice da série histórica. Em 2024, esse número era de 58,6%.
- Renda Média Crescendo: O salário médio real das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, mostrando um aumento de 5,7% (ou R$ 192) em comparação com 2024. A massa de rendimento, que é o valor total de todos os salários somados, alcançou R$ 361,7 bilhões, um recorde histórico.
Menos pessoas em subutilização e mais carteiras assinadas
A pesquisa do IBGE também mostrou uma boa notícia em relação à subutilização da força de trabalho – um grupo que inclui não só os desempregados, mas também quem trabalha menos horas do que gostaria ou está em busca de uma oportunidade. Esse contingente caiu de 18,7 milhões em 2024 para cerca de 16,6 milhões de pessoas em 2025, uma redução de 10,8%.
A taxa composta de subutilização, que é um termômetro ainda mais preciso da qualidade do mercado, foi a menor da série, ficando em 14,5% em 2025. Vale lembrar que durante o auge da pandemia, em 2020 e 2021, essa taxa chegou a impressionantes 28,3% e 28,5%.
Um dado que merece destaque é o crescimento dos empregos com carteira assinada. O número de pessoas com registro formal no setor privado subiu 2,8% em 2025, chegando a 38,9 milhões de trabalhadores – o maior volume já registrado. Isso representa cerca de 1 milhão de novas carteiras assinadas em um ano!
Por outro lado, o número de trabalhadores informais (sem carteira assinada) teve uma pequena queda de 0,8%, totalizando 13,8 milhões. Já os trabalhadores domésticos também viram uma redução de 4,4%, somando 5,7 milhões de pessoas. Mesmo assim, o saldo geral é muito positivo, mostrando um mercado de trabalho mais robusto e com melhores condições para os brasileiros.







