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Emprego

Brasil cria 1,28 milhão de empregos formais em 2025

Em 2025, o Brasil criou 1,28 milhão de empregos formais, o pior resultado em cinco anos e uma queda de 23% em relação a 2024, diz Caged.

Redação ChicoSabeTudo
29 de janeiro, 2026 · 22:04 2 min de leitura
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Brasil fechou o ano de 2025 com a criação de 1,28 milhão de novos empregos formais, aqueles com carteira assinada e todos os direitos garantidos. Apesar de parecer um número positivo, a verdade é que o ritmo de geração de vagas diminuiu bastante, marcando o pior resultado em cinco anos para o país.

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Os dados vieram do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Eles acendem um alerta sobre a desaceleração do mercado de trabalho brasileiro.

Ritmo de geração de vagas perde força em comparação com 2024

Para você ter uma ideia, em 2024, o Brasil conseguiu gerar muito mais empregos: foram cerca de 1,67 milhão de vagas com carteira assinada. Isso significa que a criação de postos de trabalho caiu cerca de 23% de um ano para o outro. É uma diferença considerável que mostra uma mudança no cenário.

É preciso voltar até 2020 para encontrar um resultado anual tão desfavorável para o mercado de trabalho. Naquele ano, marcado pelos fortes impactos da pandemia da Covid-19, o país chegou a perder 189 mil vagas formais, terminando com um saldo negativo. O desempenho de 2025 é o mais fraco desde então, indicando que a recuperação pós-pandemia, no que tange a empregos, está mais lenta.

"O mercado de trabalho formal, com a segurança da carteira assinada, é um pilar importante para a economia e a qualidade de vida das pessoas. Essa desaceleração exige atenção de todos", comentou uma fonte próxima ao Ministério.
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Dezembro teve saldo negativo e impactou o resultado anual

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Essa conta final de 1,28 milhão de novos postos formais é o resultado de um movimento intenso em 2025: 26,6 milhões de pessoas foram admitidas em empregos com carteira assinada, enquanto 25,3 milhões foram desligadas ao longo do ano. É um vaivém constante de trabalhadores que se somam e se retiram do mercado.

Um dos grandes responsáveis por puxar o resultado anual para baixo foi o mês de dezembro. Tradicionalmente, o último mês do ano já costuma ter mais demissões do que contratações, muitas vezes por conta do fim de contratos temporários. No entanto, em 2025, o saldo negativo de dezembro foi muito alto, com a perda de 618 mil postos de trabalho. Esse número expressivo mostrou um fim de ano mais difícil do que o esperado para quem buscava uma vaga ou para as empresas que precisavam manter seus funcionários.

Os dados do Caged servem como um termômetro importante para a saúde econômica do país, revelando tendências e desafios no setor de empregos formais.

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