A Bahia registrou 94.195 admissões com carteira assinada em agosto de 2026, segundo dados do Novo Caged, sistema do Ministério do Trabalho e Emprego. O número é maior que o de julho, quando o estado teve 91.042 admissões.
No mesmo período, houve 82.548 desligamentos no estado. Isso significa que o saldo líquido entre contratações e demissões foi de 11.647 postos de trabalho, e não o total de admissões registradas.
Esse saldo colocou a Bahia na segunda posição entre os estados nordestinos em agosto, atrás de Pernambuco, que teve saldo de 13.428 postos, segundo publicação oficial do MTE. A página nacional do ministério não traz um ranking do Nordeste por número bruto de admissões, apenas pelo saldo líquido.
O setor de Serviços concentrou a maior parte das contratações na Bahia, com 41.296 admissões, o equivalente a 44% do total do estado. Em seguida vieram Comércio (19.732), Construção (14.071), Indústria (12.011) e Agropecuária (7.085).
Na comparação com julho, os setores de Serviços, Comércio e Construção tiveram aumento nas admissões. Já Indústria e Agropecuária registraram queda.
Entre os admitidos no estado em agosto, 58.755 eram homens, mais de 62% do total, e 35.440 eram mulheres. Em julho, o número de mulheres contratadas havia sido de 34.492.
O salário médio de admissão na Bahia foi de R$ 2.112,42 em agosto, uma redução de 1,13% em relação a julho, quando a média era de R$ 2.143,43. O valor estadual é diferente do salário médio nacional de admissão, que o MTE registrou em R$ 2.410,74 no mesmo mês.
Em nível nacional, o Brasil criou 165.827 postos de trabalho formais em agosto, considerando o saldo entre 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos em todo o país. Segundo a Agência Brasil, esse resultado foi 183,1% superior ao de julho, mas ainda é o segundo menor para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, criada em 2020. No acumulado do ano, o país soma 1.134.033 novos postos formais entre janeiro e agosto.
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) mantém um painel com dados do Novo Caged detalhados por município baiano, incluindo a possibilidade de consulta por setor e por características dos trabalhadores, como gênero e faixa etária. Não foi possível confirmar, no entanto, números específicos para Paulo Afonso ou cidades da região nos dados consultados.







