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Cultura

Série especial revela a indústria por trás do São João: meses de ensaio, costureiras e coreógrafos nos bastidores

Em cinco episódios, o programa Fique Alerta acompanha a quadrilha junina Luar do Sertão e mostra como essa manifestação nordestina movimenta uma verdadeira cadeia produtiva.

Redação ChicoSabeTudo
19 de junho, 2026 · 07:27 2 min de leitura
Quadrilheiros ensaiando em arraial junino com figurinos coloridos
Quadrilheiros ensaiando em arraial junino com figurinos coloridos

O forró que toca nas noites juninas, os figurinos coloridos e os passos dançados em sincronia escondem uma engrenagem que poucos conhecem. É exatamente esse universo que a série especial "Da Europa ao Sertão: como se faz um São João" resolve mostrar ao grande público. Com exibição prevista de 22 a 26 de junho no programa Fique Alerta, a produção mergulha nos bastidores da quadrilha junina Luar do Sertão, do Ceará, revelando o que acontece antes de qualquer apresentação.

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Em cinco episódios, a reportagem acompanha costureiras, artesãos, coreógrafos, músicos e cenógrafos que sustentam esse espetáculo. Segundo informações divulgadas pela TV Pajuçara, a série também traça a origem histórica dessa tradição: o São João tem raízes europeias e, ao longo dos séculos, foi se transformando em uma expressão cultural única e vibrante no Nordeste brasileiro.

A repórter Mônica Ermírio, que participa ativamente do último episódio da série, ficou impressionada com a dimensão do trabalho. "São no mínimo seis meses de preparação, de ensaios. Contrata-se toda uma estrutura com coreógrafos, projetistas, iluminação para se montar uma quadrilha", afirmou ela. Para a repórter, trata-se de "uma verdadeira indústria que realiza grandes espetáculos."

A quadrilha Luar do Sertão, que abriu suas portas para a equipe de reportagem, é uma das mais tradicionais do Nordeste. Fundada em 1997 na cidade de Sobral, no Ceará, ela é conhecida como "A Soberana do São João". Ao longo de sua trajetória, tornou-se referência na difusão das festas juninas e da cultura popular nordestina, e em 2024 foi certificada como Ponto de Cultura no âmbito da Lei Cultura Viva, do Ministério da Cultura.

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Mais do que uma dança típica das festas de São João, as quadrilhas juninas se consolidaram como verdadeiros espetáculos culturais, reunindo música, teatro, figurinos elaborados e narrativas que exaltam a identidade nordestina. As apresentações evoluíram e incorporaram teatro, cenários e grandes produções. Apesar do crescimento do movimento, grupos do interior ainda enfrentam dificuldades para competir e captar recursos.

Para a jornalista Vera Valério, editora-chefe do Fique Alerta, a série tem uma missão que vai além do entretenimento. Segundo ela, "quando a televisão se aproxima das manifestações culturais populares, ela ajuda a preservar memórias, fortalecer identidades e ampliar o entendimento sobre quem somos." Valério definiu o São João como "um patrimônio vivo que conecta história, economia, afeto e pertencimento."

A proposta editorial da série é mostrar que a festa junina não começa quando as luzes do arraial se acendem. Ela começa muito antes, em salas de ensaio, em ateliês de costura e nas reuniões entre produtores e coreógrafos. A partir de certo momento histórico, quadrilhas como a Luar do Sertão começaram a experimentar o chamado São João estilizado, abrindo espaço para o lúdico e a fantasia.

A série "Da Europa ao Sertão: como se faz um São João" vai ao ar de segunda a sexta, entre os dias 22 e 26 de junho, dentro do programa Fique Alerta, exibido a partir das 11h30, segundo informações divulgadas pela TV Pajuçara.

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